Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Moscou e Kiev tentam envolver UE na crise do gás

Ignacio Ortega e Boris Klimenko Moscou e Kiev, 2 jan (EFE).- Rússia e Ucrânia tentaram hoje envolver a União Européia (UE) na solução da crise do gás, enquanto a corporação russa Gazprom aumentou de novo sua provisão aos países europeus, mas a República Tcheca, que assumiu sua Presidência rotativa ontem por enquanto prefere não tomar parte.

EFE |

"Em vista da gravidade da situação, a Rússia apresentou ao presidente do Parlamento Europeu (PE), Hans-Gert Pöttering, a proposta de realizar um pregão especial sobre o trânsito do gás russo pela Ucrânia", disse Aleksandr Grushko, vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia.

Além disso, Grushko expressou a disposição dos representantes da Gazprom, que mantém hoje interrompida a provisão de gás à Ucrânia pelo segundo dia consecutivo, de "viajar imediatamente a Bruxelas para fornecer informação detalhada sobre o caso".

"Esperamos uma resposta rápida e construtiva a esta proposta.

Rússia e União Européia (UE) são partidários de manter intensos contatos em matéria de provisão de gás russo aos países comunitários", acrescentou.

Por sua vez, o embaixador russo na União Européia, Vladimir Chizhov, matizou que a UE deve participar junto a Moscou e Kiev "da discussão de assuntos relativos à segurança energética. Mas antes se deve resolver o problema entre Rússia e Ucrânia".

"Não acho que Rússia e Ucrânia precisem de mediadores nas negociações para as quais estão plenamente qualificadas Gazprom e (a companhia estatal ucraniana) Naftogaz. Seria um pouco estranho transformar em mediador o principal consumidor de gás russo", apontou.

Essa não é a opinião de Kiev, já que o presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, se dirigiu oficialmente à UE para que intermedeie em sua disputa com a Gazprom, o que foi confirmado por Bruxelas.

O presidente ucraniano defendeu hoje a postura de seu país no conflito em carta enviada hoje a seu colega dos Estados Unidos, George W. Bush, e a outros oito dirigentes europeus.

Segundo o serviço de imprensa da Presidência ucraniana, Yushchenko enviou também mensagens ao presidente da França, Nicolas Sarkozy; à chanceler alemã, Angela Merkel; e ao presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.

Yushchenko também se dirigiu ao presidente tcheco, Vaclav Klaus, cujo país assumiu ontem a Presidência rotativa da UE e que já pediu a Kiev e a Moscou que garantam o cumprimento dos contratos de provisão.

Em sua mensagem, Yushchenko expressa a vontade de Kiev de retomar as negociações com a Gazprom sobre a base do memorando bilateral assinado em 2 de outubro do ano passado.

Por sua vez, uma missão do Governo ucraniano integrada pelo ministro da Energia, Yuri Prodan, e pelo vice-presidente da Naftogaz, Vadim Chuprun, iniciou hoje uma viagem por vários países da UE em Praga, onde se reuniram com o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek.

No entanto, a Presidência tcheca da UE comunicou posteriormente que não considera necessário, "por enquanto, intervir" no conflito entre Moscou e Kiev.

"A UE não tem intenção de tomar parte na disputa nem como mediador nem como litigante, enquanto não haja reduções na provisão aos consumidores europeus", assinalou hoje em Praga Jiri Frantisek Potuznik, porta-voz do Governo tcheco.

Por outra parte, a Gazprom voltou hoje a aumentar a provisão de gás com destino aos países europeus devido ao confisco de uma parte dele pela Ucrânia. EFE io-bk/jp

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG