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Morales denuncia marginalização do mundo em desenvolvimento na Rodada de Doha

Paris, 21 jul (EFE).- O presidente boliviano, Evo Morales, denuncia a marginalização dos países em desenvolvimento na Rodada do Desenvolvimento de Doha, que em vez da liberalização, segundo ele, deveria promover um comércio que contribua para o equilíbrio entre os países, as regiões e a mãe natureza.

EFE |

"As negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio) se transformaram em uma luta dos países desenvolvidos para abrir os mercados dos países em desenvolvimento a favor de suas grandes empresas", denuncia Morales em artigo publicado hoje pelo jornal francês "L'Humanité".

Morales afirma que, para que a Rodada de Doha fosse a do desenvolvimento, como pretende desde seu lançamento, em novembro de 2001, deveria primeiro "garantir a participação dos países em desenvolvimento em todas as reuniões" e acabar com os encontros "exclusivos".

A esse respeito, lembra que só "35 países" foram convidados pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, às reuniões informais em Genebra para tentar fechar este ciclo de negociações.

O presidente da Bolívia alerta que, para países como o dele, "a erosão das preferências alfandegárias (...) terá efeitos negativos sobre a competitividade de nossas exportações".

Morales afirma também que "a desregulamentação e a privatização dos serviços financeiros, entre outros, são a causa da atual crise financeira mundial".

Para ele, a Rodada de Doha "está ancorada no passado e superada por fenômenos mais importantes que vivemos agora: a crise alimentícia, a crise energética, a mudança climática e a eliminação da diversidade cultural".

Sobre a crise alimentícia, defende que "é necessário reforçar a agricultura familiar, camponesa e comunitária", e os países em desenvolvimento têm que poder "recuperar o direito de regulamentar suas exportações e importações para garantir a alimentação de sua população".

"Devemos dar prioridade ao consumo do que produzimos localmente" e "o comércio exterior deve ser um complemento da produção local", afirmou. EFE ac/an

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