La Paz, 28 jul (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, admitiu hoje que toma atitudes ilegais para aplicar suas reformas apesar de receber conselhos jurídicos contra isso, mas depois pede a seus advogados que legalizem suas ações.

O líder fez esta declaração em discurso pronunciado nos arredores da cidade de Cochabamba, durante um ato em que, junto ao ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, anunciou obras em um gasoduto.

"Quando algum jurista me diz: 'Evo, você está se equivocando juridicamente, isso que está fazendo é ilegal', eu faço por mais que seja ilegal. Depois digo aos advogados: 'Se é ilegal, legalizem os senhores, para que estudaram'", disse Morales.

Morales fez estes comentários após afirmar que a nacionalização da companhia petrolífera Transredes (ex-filial de Ashmore e Shell), que aconteceu em junho passado, atrasou dois anos devido à recomendação de técnicos que temiam uma paralisação de investimentos.

O governante pediu aos técnicos e juristas do setor de hidrocarbonetos que pensem que "acima do jurídico, está o político".

"Às vezes é preciso começar, embora seja errando, e no caminho melhoraremos e no caminho legalizaremos. Isso tudo para acelerar nosso trabalho como Governo", acrescentou.

Morales sempre se queixou de que a normativa atual do país impede o avanço de mudanças e, por isso o presidente boliviano impulsiona uma nova Carta Magna que lhe permita agir com mais liberdade. EFE ja/rr

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