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Moody s descarta recessão na América Latina em 2009

Nova York, 10 dez (EFE).- A agência de classificação de riscos Moodys acredita que, em 2009, a América Latina enfrentará uma desaceleração econômica, dada a deterioração das condições da economia no mundo todo, mas não entrará em recessão.

EFE |

"Por sorte, a América Latina está em uma situação macroeconômica muito melhor (do que outras regiões), o que a torna mais resistente aos choques externos", disse a agência em um relatório divulgado hoje, no qual prevê que a região crescerá a um ritmo de 2,8% em 2009.

Os analistas da Moody's prevêem que, graças a esse cenário macroeconômico favorável, a região teve chances de se defender dos efeitos da crise financeira internacional e "muito provavelmente será capaz de evitar a recessão".

De acordo com a agência, por enquanto, o setor financeiro é o que mais sentiu o impacto da crise externa, devido, em parte, a uma maior aversão ao risco. Mas "houve muito pouca contaminação da economia real", acrescenta o relatório.

A Moody's disse ainda que, em 2008, a América Latina demonstrou uma "sólida resistência" ao impacto da crise internacional, e que, durante os três primeiros trimestres do ano, não foram percebidos maiores sinais de desaceleração econômica.

Argentina, Colômbia, México e Venezuela registraram, entre julho e setembro, uma diminuição mais acentuada da atividade do que outros países da região, dado o enfraquecimento da demanda externa e as restrições internas, que incluem uma política monetária restritiva.

No entanto, no Brasil, no Chile e no Peru, o crescimento em 2008 se acelerou em alguns casos e continuou forte em outros, em decorrência "da solidez dos mercados internos, que foram estimulados por medidas fiscais".

Sobre o setor financeiro latino-americano, os analistas concluíram que ele "não sofre do mesmo problema que os dos Estados Unidos e da Europa" sofrem.

"A relativa resistência demonstrada pelas instituições financeiras latino-americanas é resultado tanto de sua baixa exposição a ativos de risco como também dos melhores marcos regulatórios e de supervisão impostos pelos Governos", diz o relatório.

A Moody's diz ainda que a região, em geral, enfrentou limitações de liquidez, mas não problemas de solvência, e que os países da região acumularam reservas internacionais suficientes para cobrir os desequilíbrios externos. EFE vm/sc

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