A agência de classificação de risco Moodys reduziu ontem a nota da dívida soberana da Grécia para grau especulativo, citando os riscos associados ao pacote de ajuda da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A agência reduziu a nota da Grécia em quatro pontos, de A3 para Ba1, um degrau dentro do grau especulativo.

A agência de classificação de risco Moodys reduziu ontem a nota da dívida soberana da Grécia para grau especulativo, citando os riscos associados ao pacote de ajuda da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A agência reduziu a nota da Grécia em quatro pontos, de A3 para Ba1, um degrau dentro do grau especulativo. A perspectiva para a nota é estável. O pacote de resgate "efetivamente elimina no curto prazo qualquer risco de calote provocado por problemas de liquidez e encoraja a implementação de reformas estruturais críveis, viáveis e compatíveis com o incentivo ao crescimento econômico, tendo grande probabilidade de estabilizar o serviço da dívida em níveis administráveis", afirmou Sarah Carlson, analista da Moodys. "No entanto, os riscos macroeconômicos e de implementação associados ao programa são substanciais e mais consistentes com uma nota Ba1." Inspeção. Uma delegação do FMI e da Comissão Europeia iniciou ontem visita de inspeção em Atenas para examinar com as autoridades gregas o cumprimento das medidas de austeridade. A delegação composta de 22 especialistas examinará o desenvolvimento das medidas assumidas pelos gregos para aumentar a receita do Estado e reduzir as despesas, e as mudanças no setor da saúde e de previdência. No fim da visita, espera-se que os observadores apresentem suas recomendações para que a Grécia esteja em condições de cumprir com os requisitos para receber o segundo lance de ajuda de 9 bilhões até o fim de julho. A UE e o FMI emprestaram em maio à Grécia 110 bilhões para os próximos três anos, em troca da redução do déficit fiscal de forma gradual de 13,6% até 3% em três anos. Mais austeridade. A portas fechadas e com discrição, o primeiro-ministro da França, François Fillon, anunciou no sábado a implementação de um programa de austeridade prevendo cortes de gastos públicos no valor de ¿ 45 bilhões. A revelação foi feita em evento com militantes da União por um Movimento Popular, o maior partido de sustentação ao governo Sarkozy.

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