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Monteiro Neto: empresários revelaram preocupação com crédito

A reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise no Ministério da Fazenda terminou há pouco sem nenhuma proposta, segundo relataram os empresários que participaram do encontro. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, informou que cada setor fez um relato conjuntural de como a sua atividade econômica está sendo afetada pela crise.

Agência Estado |

"As informações que foram trazidas refletem a dinâmica da crise", disse.

Monteiro Neto disse que as autoridades do governo falaram muito pouco. Ele contou que os representantes empresariais revelaram preocupação com crédito, principalmente, para pequenas e médias empresas e voltaram a criticar a atuação do Banco Central na condução da política monetária. "Nós achamos que o BC está na cadência errada. Há espaço para uma redução mais forte da Selic", disse Monteiro Neto.

Ao ser questionado sobre o que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, teria respondido, Monteiro Neto afirmou: "O silêncio do Meirelles foi muito eloquente".

O presidente da CNI disse que os setores econômicos estão defendendo medidas de curto prazo, como compensação mais rápida de créditos tributários. "Por que não dar mais prazo para recolher impostos? Isso é capital de giro", defendeu.

Ele também destacou a necessidade de desonerar investimentos. "Esperamos que a agenda da desoneração possa caminhar", disse. Monteiro Neto afirmou que é preciso que haja uma liberação mais rápida dos recursos para investimento do governo como as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "As execuções são mais lentas do que esses grandes números que foram anunciados", criticou.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, disse que foi feita uma análise ampla da situação da economia no plano macroeconômico, mas que nenhuma medida específica foi discutida pelo grupo. "O governo nos chamou para ouvir", explicou.

Ele lembrou que o governo já tem adotado medidas para tentar conter os efeitos da crise econômica, como a liberação de R$ 100 bilhões para o BNDES e os cerca de R$ 140 bilhões anunciados hoje para o PAC. "São medidas importantes que incentivam os investimentos em infraestrutura", disse.

Schneider disse que o setor automotivo, junto com o da construção civil, foi o que sentiu primeiro o efeito da crise porque é um setor muito dependente de crédito. Mas, refutou a afirmação de que o setor foi o que mais sentiu os efeitos da crise.

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