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Montadoras dos EUA pedem ajuda de US$ 34 bi

A GM, a Ford e a Chrysler pediram ontem empréstimos de US$ 34 bilhões ao governo americano para sobreviverem à crise. A Ford afirmou que precisa de um empréstimo-ponte de US$ 9 bilhões e prometeu voltar a dar lucros em 2011.

Agência Estado |

Já a GM quer um empréstimo de US$ 12 bilhões para garantir seu nível de liquidez até o fim de 2009, e US$ 4 bilhões seriam necessários para manter a montadora à tona até o fim deste ano. Além disso, a GM pediu uma linha de US$ 6 bilhões para a eventualidade de a recessão americana se aprofundar. A Chrysler disse que precisa de US$ 7 bilhões, porque suas reservas só vão durar até o primeiro trimestre do ano que vem.

Os empréstimos são parte dos planos de recuperação que as montadoras enviaram ao Congresso, uma exigência para que o governo libere os recursos pedidos há 15 dias. O valor é superior aos US$ 25 bilhões pedidos antes. Em entrevista no fim da tarde de ontem, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que pelo menos uma intervenção de curto prazo será aprovada. "Acredito que haverá uma intervenção, seja por meio do Congresso ou do Executivo", disse Nancy. "Está claro que falência não é uma opção."

Os presidentes da Ford, GM e Chrysler concordaram em trabalhar por um salário de US$ 1, se o governo aprovar o plano de resgate Além disso, o CEO da Ford, Alan Mulally, disse que a empresa vai vender seus cinco jatinhos. Mulally pretende chegar à audiência no Senado, amanhã, dirigindo um Ford Escape híbrido. A GM vai vender quatro jatinhos da companhia e Rick Wagoner, presidente da montadora, vai dirigindo um Malibu Sedan híbrido até Washington.

Tudo isso na tentativa de reverter o desastre de relações públicas de 15 dias atrás, quando os executivos enterraram suas chances de receber facilmente dinheiro público. Os três executivos chegaram em Washington em jatinhos das empresas e não aceitaram cortes nos salários. A falta de humildade dos executivos irritou legisladores, que exigiram um plano mais detalhado para liberar recursos.

"Dirigir nove horas de Detroit até Washington não é a melhor maneira desses executivos aproveitarem seu tempo, mas é uma ótima estratégia de relações públicas", disse Mark Phelan, colunista de indústria automobilística do jornal Detroit Free Press. "Nós todos aprendemos muito na última audiência", disse Mulally, da Ford.

Em seu plano de recuperação, a GM diz que a "ajuda do governo vai permitir que a empresa sobreviva à crise de crédito que reduziu as vendas per capita da indústria ao menor nível em 50 anos". A GM se compromete a transformar a metade de sua frota em veículos bicombustíveis até 2012 e oferecer 15 modelos híbridos. A montadora disse que vai investir US$ 2,9 bilhões em tecnologias de eficiência energética.

No plano de 31 páginas da Ford, a montadora afirma que espera não usar os recursos do empréstimo, a não ser que "um competidor entre em falência ou a crise econômica se aprofunde". A Ford se propôs a investir US$ 14 bilhões em tecnologias para aumentar a eficiência energética de sua frota, além de vender a marca Volvo.

Depois de audiências amanhã e sexta-feira, o Congresso deve definir na próxima semana a liberação dos recursos. Os democratas querem que o dinheiro saia do pacote financeiro de US$ 700 bilhões. Já os republicanos propõem que saiam de um empréstimo de US$ 25 bilhões já aprovado para o setor se reequipar.

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