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Montadoras do sul do RJ descartam demissão imediata

Em meio ao anúncio das demissões na GM em São José dos Campos (SP), as montadoras do sul fluminense descartaram novas demissões. A fabricante francesa PSA Peugeot Citroën afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não estão programadas dispensas e que vai aguardar para ver como o mercado automotivo vai se comportar para tomar decisões.

Agência Estado |

A empresa, localizada no município de Porto Real, mantém 700 funcionários, que trabalhavam no terceiro turno, em férias coletivas até meados de abril. Outros 3 mil funcionários voltaram do afastamento forçado dia 5 de janeiro.

O mesmo discurso foi adotado pela Volks Caminhões, em Resende, que também disse não prever novas demissões. A fabricante de caminhões colocou, em meados de dezembro, 5 mil funcionários em férias coletivas. Todos retornaram a partir de 5 de janeiro a seus postos.

Também em férias coletivas estavam os empregados da fabricante francesa de pneus Michelin. A unidade de Itatiaia iniciou o recesso forçado a mil funcionários em 15 de dezembro. No último dia 5 todos retornaram ao serviço.

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense afirmou não ter recebido notificação de demissões em massa nos últimos dias. Prefeitos da região, representantes dos trabalhadores e do comércio se reuniram para discutir medidas para minimizar os efeitos da crise. Um novo encontro foi marcado para a próxima semana. O medo das demissões teve início em meados de dezembro, quando a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das âncoras da economia da região, anunciou corte de 300 funcionários.

O secretário estadual de Desenvolvimento do Rio, Júlio Bueno, disse que o governo vê com preocupação a situação dos trabalhadores da região Sul Fluminense. De acordo com ele, trata-se de um reflexo da crise mundial que tem afetado especialmente a indústria automotiva. "A economia do Rio é mais inelástica que a do resto do Brasil. O País tem sofrido reflexos da crise, mas no ambiente macroeconômico há uma certa proteção", afirmou Bueno. De acordo com ele, na esfera estadual não há muito o que fazer pelos trabalhadores, já que algum tipo de solução teria de vir, principalmente, do governo federal, como, por exemplo, aumento de crédito.

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