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Monarquias do Golfo adotam projeto de acordo sobre união monetária

Os ministros das Finanças das seis monarquias petroleiras do Golfo aprovaram nesta quarta-feira em Jidá um projeto de acordo para a instauração de uma união monetária e a criação de um conselho monetário, futuro Banco Central do Golfo, informaram fontes oficiais.

AFP |

O diretor-geral do Fundo monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, que estava em Jidá, avisou que este projeto é "um grande desafio" e que "ainda há muito trabalho pela frente" para criar uma moeda única.

Os ministros chegaram a um acordo sobre um projeto de "convenção para uma união monetária" e sobre os "estatutos de um conselho monetário", com o objetivo de estabelecer uma moeda única que os Estados membros pretendem lançar em 2010, declarou à AFP o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Abderrahman al-Attiyah.

Este documento será submetido à aprovação da cúpula anual dos chefes de Estado do CCG (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar", que deverá ser realizada em Mascate antes do fim deste ano.

No entanto, a aprovação deste projeto, nesta quarta-feira em Jidá, "marca uma etapa importante na perspectiva do lançamento da moeda única", afirmou Attiyah.

A escolha da sede do conselho monetário, que deverá se tornar o futuro Banco Central do Golfo, será determinada em 26 de outubro em Mascate, durante uma reunião dos ministros das Finanças, da Economia e das Relações Exteriores do CCG, destacou Attiyah.

Os mercados financeiros mundiais estão céticos sobre a possibilidade de lançamento da moeda única já em 2010.

Os governadores dos bancos centrais dos seis países membros do CCG mantiveram uma reunião com Strauss-Kahn, informou Attiyah à AFP.

O diretor do FMI afirmou que a instância internacional está disposta a seguir apoiando "a integração monetária", segundo um comunicado da organização.

"Entretanto, finalizar a união monetária daqui a 2010 será um grande desafio, pois ainda há muito trabalho pela frente para a criação de uma moeda única", alerta o texto.

"Superar as pressões inflacionistas atuais, desenvolver uma visão clara dos poderes deste futuro Banco Central e harmonizar as regulações e estruturas financeiras serão etapas cruciais neste processo", explicou Strauss-Kahn.

sn/yw

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