Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Momento é o mais agudo da crise financeira, diz Mantega

O Brasil está sofrendo os efeitos do momento mais agudo da crise financeira internacional, que não é simples e não vai terminar tão cedo, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira.

Redação |

 

Acordo Ortográfico Mantega avalia que levará algum tempo para que a crise seja solucionada, já que os efeitos das medidas tomadas não serão instantâneos.

"Temos a piora da situação econômica europeia, com vários países declarando a cobertura total dos depósitos dos correntistas nos bancos, na Irlanda, na Áustria." Segundo ele, é o "momento mais agudo da crise que começou há mais de um ano e que se aprofunda agora, quando se revelam os créditos podres".

Mantega comentou ainda os efeitos da crise financeira, que se iniciou nos EUA, sobre o resto do mundo, inclusive no Brasil, e afirmou que o País sairá da crise porque "os fundamentos da economia são sólidos".

O ministro afirmou que acredita que a situação em breve deve melhorar. "É impossível imaginar que o sistema financeiro ficará travado como está", disse. "A crise não vai terminar tão cedo, mas teremos que sair dessa fase aguda."

O ministro classificou o atual momento do mercado financeiro como de "irracionalidade", que deve passar quando os governos dos países mais ligados à crise tomarem as "providências cabíveis". "O Brasil não está imune à crise, porque é global, mas será menos atingido porque o nosso sistema financeiro é mais sólido. Aqui não há ativos podres", afirmou.

"Estamos sofrendo problemas de liquidez em função do estrangulamento do crédito internacional, mas não temos problemas de solvência", afirmou.

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, falou depois de Mantega, e ressaltou as medidas que a autoridade monetária tomou para proteger o País da crise, como redução no compulsório dos bancos para aumentar a liquidez.

Meirelles disse que parte das reservas brasileiras serão usadas para a compra de títulos no exterior. A idéia é dar mais liquidez à economia, principalmente para os exportadores, que sofrem com a falta de crédito no mercado internacional. De acordo com Meirelles, este é um uso inteligente das reservas, já que a aquisição dos títulos será feita com contratos de recompra. O presidente ainda anunciou outros R$ 5 bilhões em crédito via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

"[Teremos uma] Linha adicional de crédito em dólar, no exterior, com uso das reservas. Será uma compra de títulos pelo BC no exterior com contrato de recompra. Recebemos títulos de primeira qualidade, muitos da República, e outros de primeira qualidade a serem definidos pelo Conselho Monetário. Todos com contrato de recompra. Assim o BC recebe de volta os dólares e devolve os títulos. É um uso inteligente das reservas", disse.

O presidente não especificou o montante a ser usado nas operações, o que deve ser feito nesta terça-feira. Disse somente que, apesar dos contratos, as reservas brasileiras, de pouco mais de US$ 200 bilhões não serão perdidas nem nesta operação nem com venda de mais US$ 1,5 bilhão no mercado futuro.

"O BC antecipou hoje boa parte dos vencimentos futuros do swap reverso. Isso é venda futura do dólar. Vendeu cerca de US$ 1,5 bilhão no mercado futuro. Operação que não afeta as reserva pois é no mercado futuro. O BC tem US$ 23 bilhões de dólar no mercado futuro. A operação critica por alguns que não perceberam sua importância, como é o caso agora", explicou.

(Com reportagem de Severino Motta, da Santafé Idéias)

Mais notícias

 

Para saber mais

 

Serviço 

 

Opinião

Leia tudo sobre: mantega

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG