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Modificação na cláusula protecionista atrasa plano de retomada dos EUA

O Senado americano flexibilizou a controversa cláusula Buy American (compre americano) do plano de retomada econômica, atrasando sua adoção pela oposição republicana e aumentando a ansiedade do resto do mundo.

AFP |

Os senadores votaram com as mãos levantadas a mudança do texto e determinou que o plano de retomada deve respeitar as leis e tratados comerciais já existentes, ou seja, as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).

O projeto continha uma cláusula protecionista que interditava a compra de aço, ferro ou produtos manufaturados estrangeiros para projetos financiados pelo plano de retomada de quase 900 bilhões de dólares.

A inclusão desta cláusula no plano de retomada desencadeou vivas reações da União Européia e do Canadá. O presidente Obama considerou-a um "erro", vendo nela inclusive uma fonte potencial de guerra comercial.

A nova formulação determina que a cláusula "Buy American" será aplicada de acordo com as obrigações dos EUA em virtude dos acordos internacionais.

Antes, os senadores haviam recusado a emenda para suprimir esta cláusula do texto.

De forma geral, as negociações giravam em torno deste plano de retomada de quase 900 bilhões de dólares, enquanto os republicanos, apoiados por alguns democratas, exigiam cortes drásticos nas despesas.

O presidente Obama lançou uma dura advertência à oposição republicana.

"Nos dois últimos dias, ouvi críticas sobre este plano, que refletem as teorias que nos levaram diretamente a esta crise", declarou.

Com isso, os mercados, que procuram desesperadamente uma ponta de esperança, duvidam de uma doação rápida do plano e começaram o dia de forma prudente na Europa.

A principal novidade do dia vem de Frankfurt, com o anúncio no período da tarde do banco central sobre sua taxa de juros, atualmente a 2%. O mercado e os economistas esperam a manutenção dos juros.

Na expectativa desta decisão, o euro se mantém relativamente estável frente ao dólar, a 1,2850.

Além disso, os mercados aguardam a divulgação de outros indicadores nos EUA: os pedidos semanais de seguro-desemprego e as encomendas industriais de dezembro.

Entre as empresas, o Deutsche Bank confirmou nesta quinta-feira prejuízo líquido anual de 3,9 bilhões de euros, a primeira de sua história, e uma perda líquida de quase 4,8 bilhões apenas no quarto trimestre.

O presidente do maior banco alemão, Josef Ackermann, se declarou "confiante para 2009, depois de um início de ano animador".

bur-far/lm

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