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Modelos só a gasolina ainda resistem

No Brasil, os veículos só a gasolina estão cada vez mais perdendo espaço no mercado para os bicombustíveis. Mas alguns deles ainda estão longe de virar flexíveis.

Agência Estado |

"São modelos que têm público específico. Tem gente que é fã de carro a gasolina, não tem jeito", diz o consultor Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive.

Atualmente, entre os nacionais e estrangeiros que não pagam impostos de importação, feitos na Argentina e México, apenas 28 versões ainda "bebem" apenas o derivado de petróleo.

De 11 fabricantes, a que concentra o maior número de carros só a gasolina é a Ford. São eles: a nova geração do Focus (hatch e sedã) e a linha Ranger (cabines simples e dupla), todos argentinos, além do mexicano Fusion. A Volks vem em seguida, com os mexicanos New Beetle, Bora, Jetta (sedã e perua).

"Na hora de revender, é claro que os flexíveis têm mais procura. Mas nem por isso os movidos apenas a gasolina podem ser considerados micos", afirma Garbossa.

Imagem é tudo - Para a maioria dos consumidores, o desejo de ter um determinado veículo é mais importante que o "detalhe" de ele ser ou não flexível, segundo o gerente executivo de Marketing do Produto da Volkswagen, Fabrício Biondo.

"O cliente de um New Beetle, por exemplo, está preocupado com o meio ambiente, com a emissão de poluentes, o que não quer dizer que ele faça questão de que o carro utilize álcool e/ou gasolina. Com o público-alvo da linha Jetta então, o fato de o veículo ser bicombustível raramente é prioridade", conta Biondo.

De acordo com o executivo, essa relação de prioridades se inverte conforme o valor do veículo. "Quanto mais barato o modelo, mas importante será o fato de ele ser bicombustível. Por isso o Bora será o próximo Volkswagen a virar flexível. Isso deve ocorrer no meio do ano que vem", afirma.

Há mais novidades flexíveis a caminho. A Nissan lançará em 2009 o Livina, seu primeiro modelo capaz de rodar com álcool, gasolina ou a mistura de ambos. O monovolume será feito no Paraná e trará motores 1.6 e 1.8. Esse último, por sinal, deverá equipar o mexicano Tiida. Ainda no grupo Renault-Nissan, o sedã paranaense Mégane 2.0 é outro que vai virar bicombustível em breve.

Da Ford, o próximo flexível será o Focus, que herdará o motor 2.0 Duratec Flex do EcoSport.

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