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MMX vê ações despencarem e tenta acalmar investidores

Em meio à forte queda de suas ações, que somente ontem despencaram 34,15%, a MMX, braço de mineração do grupo EBX, decidiu ir ao mercado para acalmar o ânimo dos investidores. Durante teleconferência com analistas, a empresa afirmou que se mantém otimista, que não revisará seus investimentos e que não possui posição alavancada de hedge (proteção) cambial.

Agência Estado |

Foi a segunda vez nos últimos dias que alguma empresa do grupo EBX, de Eike Batista, envia mensagem pública ao mercado após o início do pânico nas bolsas de valores. Na última sexta-feira, a subsidiária de logística do grupo, a LLX, informou que havia decidido suspender o projeto do Porto Brasil, complexo que seria erguido em Peruíbe, no litoral de São Paulo. O comunicado veio poucos dias depois de Batista afirmar, durante evento no Rio de Janeiro, que estava confiante e que suas empresas não revisariam investimentos.

Durante a teleconferência de ontem, o diretor-financeiro e de relações com investidores da MMX, Nelson Guitti, afirmou que a empresa não está com problemas de crédito e conta com recursos próprios para seus investimentos nos próximos anos. "Estamos felizes de preservar nosso caixa para executar nosso plano de investimento", afirmou Guitti.

Ainda de acordo com o executivo, os investimentos mais pesados a serem feitos pela mineradora, na unidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, se encerram ainda este mês, o que deixa a MMX menos pressionada na busca por financiamento no curto e médio prazos.

"Nossa produção para 2009, 2010 e 2011 está garantida, graças aos investimentos feitos este ano. Só precisaremos buscar financiamento para a continuidade do ramp-up (curva de crescimento da produção) a partir de julho de 2011", afirmou o executivo.

Perguntado sobre a estratégia de proteção adotada pela empresa contra a oscilação cambial, o diretor argumentou que a MMX não trabalha com qualquer tipo de alavancagem por ter 100% de sua receita em dólar, o que a coloca numa posição de hedge natural.

Ele citou, ainda, que o caixa da companhia vem sendo reforçado pela produção de minério em Corumbá, que foi recorde em agosto e setembro. "E vamos continuar assim até o fim do ano", afirmou. O executivo frisou que a empresa tem cumprido seus cronogramas, com todos os projetos sendo entregues no tempo e no orçamento estimados.

Guitti também manteve projeção otimista para o reajuste do preço do minério de ferro para 2009. "A MMX trabalha com o cenário de preços do Credit Suisse, com aumento de 20% no ano que vem." O mercado, porém, já manifestou algumas dúvidas sobre o comportamento do preço do minério no ano que vem. Em relatórios recentes, alguns analistas afirmaram que o produto poderá ter seu preço mantido ou, até mesmo, reduzido nas próximas negociações. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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