A MMX, empresa de mineração controlada pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, enviou nesta tarde um esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a investigação da Polícia Federal (PF) para apurar supostas irregularidades cometidas na concessão da estrada de ferro do Amapá. Em sua defesa, a companhia negou que tenha cometido qualquer irregularidade.

No comunicado, a MMX afirma que não realiza atividades de mineração de ouro no Amapá, que não há ordem de detenção ou denúncia criminal contra executivos do grupo e que está à disposição da Justiça para esclarecimentos.

Após as informações sobre a operação da PF, as ações da MMX negociadas na Bovespa chegaram a recuar 16%, enquanto as da OGX (empresa do grupo no setor de petróleo) despencaram 22,75%. Às 16 horas, a MMX cedia 7,85% e a OGX recuava 8,41%.

Pela manhã, equipes da Polícia Federal chegaram a escritórios do grupo, cumprindo mandados de busca e apreensão obtidos durante as investigações da operação Toque de Midas - que investiga irregularidades na concessão da estrada de ferro do Amapá (liga os municípios de Serra do Navio e Santana). A PF também esteve na casa do empresário Eike Batista, no Rio de Janeiro. A operação pretende apurar também possível desvio de ouro lavrado no interior do Amapá.

A concessão é administrada hoje pela MMX Amapá, cujo controle foi vendido no início do ano para a companhia sul-africana Anglo American.

O nome da operação da PF - Toque de Midas - é uma referência à lenda do Rei Midas, da Grécia, do qual se dizia que todas as coisas em que ele punha a mão se transformavam em ouro.

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