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Mistura de biodiesel e Reduc ajudam a reduzir importação de diesel

RIO - A Petrobras estima que a entrada em operação das refinarias de Abreu Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) tornem o país auto-suficiente na produção de óleo diesel a partir de 2012. Para o curto prazo, a projeção da companhia é reduzir a importação do produto em mais de 30% este ano graças à instituição da mistura de 3% de biodiesel ao óleo e à entrada em operação de uma nova unidade de conversão de coque na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no estado do Rio de Janeiro.

Valor Online |

Atualmente, a Petrobras importa cerca de 100 mil barris de diesel por dia. De acordo com o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, a compra do produto do exterior aumentou neste ano devido à geração de energia a partir de termelétricas a diesel. Segundo ele, a adoção do B3 - que entrou em vigor em 1º de julho - contribuirá para a redução de 20% desse volume, enquanto outros 12 mil barris por dia deixarão de ser importados graças à nova unidade da Reduc, que entrou em operação há três semanas.

Já reduzimos de 100 mil para 68 mil barris por dia de diesel em termos de importação. Esses dois fatores vão ser bastante importantes em termos da redução de importação e da balança de pagamentos, afirmou Costa, que participou hoje de entrevista sobre a instalação de uma nova refinaria no Ceará.

A produção da unidade cearense será destinada principalmente à exportação. Serão 300 mil barris diários de derivados - diesel, querosene de aviação, nafta, gás liqüefeito de petróleo e coque - a partir de 2016. Em 2014 ficará pronta a primeira fase, para a produção de 150 mil barris diários. O custo total da refinaria será de US$ 11,1 bilhões.

O diesel a ser produzido pela unidade será do tipo Premium, segundo especificações que permitem a entrada nos mercados de Estados Unidos e Europa. Atualmente, o diesel fabricado no país segue, na média, a especificação Euro 3 e o que será produzido no Ceará será do tipo Euro 5, com menor produção de enxofre como subproduto da combustão.

Além da unidade no Ceará e das refinarias de Abreu Lima e Comperj, a Petrobras pretende instalar outra unidade Premium no Maranhão, também voltada para exportação e com capacidade de produzir 600 mil barris diários de derivados. O objetivo é elevar a produção total de derivados no país dos atuais 1,9 milhão de barris por dia para 3,2 milhões de barris diários.

Costa reafirmou que a empresa indiana Reliance, especializada em petroquímicos e têxteis, já demonstrou interesse de participar do projeto da refinaria de Abreu Lima, com a fabricação de insumos para a produção de PET (material para garrafas de plástico) e de filamentos têxteis. Segundo o executivo, os indianos também mostraram interesse em participar da 2ª geração do Comperj.

Atualmente, a obra da unidade pernambucana continua e o contrato de fornecimento de petróleo para a planta começou a ser discutido entre Petrobras e a venezuelana PDVSA.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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