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Ministros latino-americanos estão preocupados com impacto da crise na região

WASHINGTON - Os ministros de Economia e Finanças da Colômbia, Peru, e Chile, expressaram hoje sua preocupação pelo impacto da crise financeira mundial na região após um encontro com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson.

EFE |

A reunião, que durou quase duas horas, contou também com a participação das titulares de Economia da Argentina, México e Uruguai, assim como representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Nossos países expressaram suas preocupações", disse em declarações à imprensa o ministro da Fazenda colombiano, Óscar Iván Zuluaga, indicando que um dos temas dominantes durante a conversa foi "como garantir a liquidez" na região.

Destacou nesse sentido que os bancos multilaterais, como a Corporação Andina de Fomento (CAF), o BID, e o Banco Mundial, serão chave no caso de acontecer uma situação de emergência.

Tanto Zuluaga como os responsáveis econômicos de Peru, Argentina, e Chile, insistiram na necessidade de uma ação coordenada.

"Estamos trabalhando de forma coordenada", disse o ministro da Economia argentino, Carlos Fernández.

O ministro da Fazenda chileno, Andrés Velasco, insistiu que "a importância de abordar, e abordar com rapidez, a situação atravessada hoje dia pelos mercados internacionais" Ele disse que existiu um consenso entre os responsáveis latino-americanos sobre a importância de os mecanismos de fornecimento de liquidez funcionarem oportunamente tanto na região como em nível internacional, e que os fundos cheguem a quem mais precisa, "as pequenas e médias empresas".

Velasco destacou que visto que esta crise se originou nos países desenvolvidos, "boa parte das respostas têm que vir de lá".

O ministro de Economia peruano, Luis Valdivieso, expressou durante a reunião "a possibilidade de haver facilidades contingentes no caso de a situação se agravar", em referência a fontes de crédito de emergência.

"Em nosso caso tivemos a sorte que a crise nos afetou relativamente pouco, mas a pergunta que todos fazem é quão intensa ela vai ser, e quanto tempo vai durar esta situação", destacou Valdivieso.

 

 

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