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Ministros do Mercosul se reúnem amanhã em Brasília para discutir crise

BRASÍLIA - Os ministros das Relações Exteriores e de Economia e os presidentes dos Bancos Centrais dos países do Mercosul ampliado se reunirão nesta segunda-feira em Brasília para tentar acordar medidas coordenadas que permitam à região enfrentar a crise financeira internacional.

EFE |

Da 7ª Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC) participarão tanto representantes dos países-membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, em processo de adesão) quanto dos países associados (Bolívia, Colômbia, Chile, Equador e Peru).

Na reunião "será debatida a conjuntura econômica mundial e possíveis ações que permitam prevenir e minimizar impactos da crise financeira na região", segundo um comunicado do Itamaraty.

"Também serão examinadas alternativas para o acompanhamento da situação e a troca de informações sobre iniciativas tomadas em resposta à crise", acrescentou a nota.

Antes da reunião extraordinária, prevista para as 15h (em Brasília) e da qual participarão os representantes das dez nações, haverá um diálogo informal apenas entre os representantes dos quatro países-membros do Mercosul.

Segundo a agenda divulgada pelo Itamaraty, após os encontros, que serão realizados na sede da Chancelaria, os ministros concederão uma entrevista coletiva conjunta.

Em declarações à imprensa na quarta-feira passada, o ministro Celso Amorim disse confiar em que a reunião permita "concordar mecanismos de resposta coordenada" perante a crise financeira.

O chanceler esclareceu que, embora não seja possível uma resposta conjunta de todo o Mercosul, pelo menos o bloco tentará fazer com que as medidas adotadas por cada país sejam conhecidas pelos outros para que "não haja surpresas".

Amorim disse que a região está em condições de dar uma resposta coordenada à crise, pelo menos em alguns terrenos, e citou como exemplo o acordo alcançado entre Argentina e Brasil para substituir o dólar por suas próprias moedas nas operações comerciais bilaterais.

A reunião extraordinária do CMC, a segunda instância executiva de importância do Mercosul depois da cúpula presidencial, foi convocada pelo Brasil em sua qualidade de presidente temporário do bloco.

O encontro tinha sido solicitado previamente pelo chanceler argentino, Jorge Taiana, para quem a região pode enfrentar melhor a crise com medidas coordenadas, do que cada país de forma isolada.

Por sua parte, o ministro da Economia uruguaio, Álvaro García, disse que o encontro será útil para estudar as posições adotadas pelos outros países da região.

 

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