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Ministros do G20 se unem e anunciam sua receita contra desemprego

Céline Aemisegger. Washington, 21 abr (EFE).

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Céline Aemisegger. Washington, 21 abr (EFE).- Os ministros do Trabalho do G20 (países mais ricos e principais emergentes) divulgaram hoje sua receita para que o crescimento econômico gere empregos estáveis, de qualidade e dignos, com maior proteção social e investimento em novas vagas. As recomendações foram entregues ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que propôs na última cúpula do G20 a realização de uma reunião para elaborar um documento que sirva de base aos líderes mundiais para suas políticas econômicas futuras e de plataforma para coordenar estratégias para a próxima reunião do grupo. A mensagem de Obama, o primeiro líder do G20 a receber a lista de recomendações, foi de que a crise uniu os países e que é muito importante alcançar um consenso sobre como enfrentar o desemprego, disse em entrevista coletiva a secretária de Trabalho dos EUA, Hilda Solis. A secretária leu, ao fim da primeira reunião de ministros de Trabalho do G20, as cinco recomendações elaboradas durante os dois dias de sessões a portas fechadas na sede de seu Departamento. Como base para as receitas, os ministros usaram um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentado durante a reunião, que estima que o G20 salvou ou criou cerca de 21 milhões de empregos entre 2009 e 2010, ainda que a metade dos três bilhões de trabalhadores do mundo esteja em empregos precários. Por isso, os países do grupo concluíram que devem seguir com a implantação das medidas que já tomaram e, em alguns casos, fazer esforços adicionais. A ideia dos ministros é acelerar a criação de emprego para assegurar uma recuperação sustentável e o crescimento futuro; reforçar os sistemas de proteção social e promover políticas ativas de mercado de trabalho; situar o emprego e a redução da pobreza no centro das estratégias econômicas nacionais e globais; melhorar a qualidade dos empregos e preparar a população ativa para novos desafios. Solis se mostrou "muito contente" com a lista de recomendações, porque, como assegurou, "vão ajudar os trabalhadores no mundo todo". Tanto ela como a ministra canadense, Diane Finley, explicaram que durante a reunião os ministros analisaram várias iniciativas relacionadas com os jovens, diferentes modelos trabalhistas e econômicos, investimentos em 'empregos verdes' e em energias renováveis, além da formação, da proteção social e do respeito aos direitos fundamentais dos trabalhadores. O ministro da Argentina, Carlos Tomada, indicou na entrevista coletiva, que teve a presença de quase todos os ministros, que os líderes terão em suas mãos um "documento com um enorme consenso". Asssim, destacou, a resposta dos países aos problemas do desemprego, uma "pandemia" como qualificou o ministro espanhol, Celestino Corbacho, na reunião, não é igual e cada nação e região tem suas necessidades e características particulares. Na América Latina, por exemplo, ressaltou, a crise não teve um impacto tão forte e a recuperação "já começou". Corbacho, em representação da Espanha e da União Europeia, defendeu na reunião a necessidade de que os Governos ponham o emprego no epicentro de suas estratégias futuras, com especial ênfase nos jovens, que foram os mais prejudicados pela crise. A secretária de Trabalho dos EUA destacou a importância do consenso no grupo. "No final do dia, nos recuperar da crise e restabelecer um crescimento sustentável e equilibrado que crie empregos suficientes de qualidade para nossos cidadãos são objetivos que não podemos conseguir sozinhos, porque em uma economia global integrada temos que trabalhar juntos", afirmou. EFE cai/rr
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