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Ministros dizem que cada país da UE deve tomar medidas contra crise

Bruxelas, 6 out (EFE) - Os ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo) concordaram hoje em que cada país-membro da União Européia (UE) deve adotar suas próprias medidas para enfrentar a crise financeira, mas em um contexto de solidariedade e cooperação com o resto de nações do bloco.

EFE |

Em linha com o pactuado no sábado pelos quatro membros europeus do Grupo dos Oito (G8, sete nações mais industrializadas e a Rússia) - Alemanha, França, Itália e Reino Unido -, os países que compartilham o euro reiteraram hoje que farão "todo o necessário" para garantir a estabilidade do sistema financeiro europeu.

O objetivo principal, explicou o presidente do Eurogrupo, o primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, é evitar a falência de entidades que possam arrastar o conjunto do sistema.

"A Europa deve responder unida e com uma posição clara" a uma situação global muito complicada, destacou, por sua vez, o comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários.

Juncker explicou que a discussão sobre esta questão continuará amanhã no Conselho de Assuntos Econômicos e Financeiros (Ecofin), com a meta de obter o consenso de todos os Estados-membros em torno de princípios básicos de atuação para as intervenções dos Governos nas entidades financeiras.

Desta forma, segundo o pré-acordo de hoje, as operações de resgate público não poderão ter como único objetivo subsidiar os acionistas das entidades em apuros, devem ser temporárias e precisam acarretar mudanças na gestão das empresas que recebem a ajuda.

Além disso, deve-se considerar os interesses dos contribuintes, ressaltou o primeiro-ministro luxemburguês.

Dada a estrutura institucional da UE, o enfoque e as medidas têm que ser nacionais, mas é necessário que sejam incorporados em um marco de solidariedade, ressaltou.

"Se conseguirmos isso, enviaremos um sinal de confiança aos mercados", destacou.

Na mesma linha, o Comissário Europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, advertiu sobre a adoção de medidas unilaterais que podem ter efeitos prejudiciais aos demais países.

Almunia se referiu à ampliação, por parte de alguns, Estados das garantias aos depósitos bancários e antecipou que a Comissão Européia (CE) prepara uma proposta, para a qual precisa contar com o apoio dos países-membros, para elevar em toda a UE o valor mínimo garantido para os clientes, em caso de falência do banco.

O comissário europeu não especificou o valor com o qual a CE lida, o segundo vice-presidente do Governo espanhol, Pedro Solbes, disse, ao deixar o encontro, que poderia propor uma revisão da norma atual com um umbral "claramente superior" a 40 mil euros por entidade e titular.

Juncker também aproveitou a entrevista coletiva para deixar claro que a atual crise não coloca em questão os princípios de funcionamento do Pacto de Estabilidade -que obriga os Estados a buscar o equilíbrio nas contas públicas e fixa um limite de déficit público de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

"O Pacto deve ser respeitado em espírito e letra", afirmou Juncker, que lembrou que este inclui elementos de flexibilidade que permitem que continue sendo aplicado em situações de desaceleração e instabilidade, como a atual.

"É preciso aplicar o Pacto como foi adotado, e, posteriormente, revisado em 2005", acrescentou Almunia. EFE epn/db

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