A área econômica prepara um novo corte do Orçamento para desacelerar o consumo do governo, ajudar no controle da inflação e evitar a necessidade de um ciclo mais forte e longo de alta da Selic pelo Banco Central (BC). A proposta de um novo contingenciamento das despesas foi discutida em reuniões técnicas, nos últimos dois dias, e será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes de ele embarcar para uma viagem a cinco países, a partir de hoje, com retorno previsto para 20 de maio.

A área econômica prepara um novo corte do Orçamento para desacelerar o consumo do governo, ajudar no controle da inflação e evitar a necessidade de um ciclo mais forte e longo de alta da Selic pelo Banco Central (BC). A proposta de um novo contingenciamento das despesas foi discutida em reuniões técnicas, nos últimos dois dias, e será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes de ele embarcar para uma viagem a cinco países, a partir de hoje, com retorno previsto para 20 de maio.

Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, tiveram um encontro anteontem, mas não chegaram a um entendimento. Eles estão encontrando dificuldades para calcular o tamanho do corte nas despesas, por causa de compromissos já firmados de liberação de receita, incluindo emendas de parlamentares.

Os técnicos que operam com o Orçamento estão passando "um pente fino" para identificar brechas para novos cortes. Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, Mantega avalia que o corte adicional de despesas ajudaria na coordenação das expectativas dos agentes econômicos em relação à responsabilidade fiscal do governo Lula. No início do ano, o Ministério da Fazenda anunciou o cumprimento da meta fiscal deste ano, que é de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

O que se está querendo assegurar é que a meta será alcançada sem abater os valores dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em 2010, o abatimento pode chegar a 1% do PIB ou cerca de R$ 33,6 bilhões, o que, na prática, reduziria a meta para 2,3% do PIB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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