Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Ministros de Finanças definem ajuda à Grécia

Os ministros de Finanças dos 16 países da zona do euro chegaram a um acordo na noite de ontem, em Bruxelas, sobre como socorrerão a economia da Grécia para impedir, se necessário, uma eventual moratória nas dívidas do país. No anúncio, o presidente do Conselho de Assuntos Econômicos e Financeiros (Ecofin), Jean-Claude Juncker, informou que as modalidades técnicas do auxílio foram definidas, mas não forneceu detalhes nem esclareceu o valor de um eventual empréstimo.

Agência Estado |

A confirmação do acordo veio em entrevista coletiva às 22h, depois de dois dias de reuniões entre os ministros de Economia da zona do euro. "Esclarecemos as modalidades técnicas que nos permitirão agir de forma coordenada e rápida se tal necessidade se apresentar", disse Juncker. Ao seu lado, Olli Rehn, comissário de Assuntos Econômicos da Comissão Europeia - o braço executivo do bloco -, reiterou que "a comissão está pronta para apresentar um mecanismo europeu de assistência coordenada e condicional" à Grécia, completando: "Nós discutimos a maneira de preservar a estabilidade financeira da zona do euro".

Juncker, que acumula o cargo de primeiro-ministro de Luxemburgo, disse que não forneceria detalhes sobre o eventual plano de socorro porque a hipótese não é cogitada no momento. "As autoridades gregas não pediram ajuda financeira aos outros países-membros da zona do euro."
Ele informou que o eventual programa de auxílio não prevê garantias sobre a dívida grega pelos demais parceiros europeus, deixando escapar que todos os membros da zona do euro "participariam desse esforço".

Ainda de acordo com o executivo, a prioridade imediata da Grécia segue sendo o ajuste fiscal, que já resultou em cortes do orçamento de ¿ 4,8 bilhões, além de aumento de impostos. O objetivo das medidas é reduzir em 4% nos próximos 12 meses o déficit do país, que alcançou em 2009 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, o governo grego precisa reduzir o nível de endividamento, hoje de 113% do PIB.

A hipótese mais provável é que a Grécia ofereça títulos da dívida ao mercado financeiro entre abril e maio, para obter de ¿ 20 bilhões a ¿ 30 bilhões para refinanciar suas dívidas de curto prazo. Apesar da crise, a União Europeia aposta que, com o anúncio de apoio político e, caso necessário, de suporte financeiro, a Grécia poderá captar sozinha empréstimos no mercado financeiro com taxas de juros mais vantajosas, abaixo de 6%.

Até a noite de ontem, a expectativa na Europa era de que a reunião do Ecofin pudesse resultar no anúncio de um empréstimo bilionário à Grécia. Na sexta-feira, os jornais The Guardian, do Reino Unido, e Le Figaro, da França, chegaram a informar que a reunião resultaria em um pacote avaliado entre ¿ 20 bilhões e ¿ 25 bilhões, destinado ao refinanciamento da dívida grega.

Ao longo da tarde, porém, a expectativa foi frustrada depois que autoridades europeias descartaram o pacote. Em consequência, o euro voltou a cair em relação ao dólar, chegando a US$ 1,3661, ante US$ 1,3761.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG