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Ministros da zona do euro voltam a discutir ajuda à Grécia

José Manuel Sanz. Bruxelas, 13 mar (EFE).- Os ministros de Finanças dos 16 países que utilizam o euro analisarão na próxima segunda-feira a evolução da crise orçamentária na Grécia e tentarão definir um mecanismo de emergência que ajude o país a não quebrar.

EFE |

Diferentes fontes da União Europeia (UE) apontaram que a forma mais viável de ajudar a Grécia, caso o país não possa obter financiamento do mercado a custos razoáveis, seria aprovar suas futuras emissões de dívida.

No restante deste ano, Atenas tem que fazer frente a vencimentos no valor de 55 bilhões de euros.

Desde que a crise grega explodiu, Governos e instituições europeus tentam colocar em prática um mecanismo de urgência que seja compatível com as normas da união econômica e monetária, especialmente com a cláusula que proíbe assumir ou financiar diretamente a dívida de um país da zona do euro.

Não se trata de solidariedade à Grécia, cujos sucessivos Governos foram culpados pela UE de ter agravado a crise falseando suas estatísticas, mas de evitar uma desestabilização do conjunto da zona do euro se a desconfiança nos bônus gregos acabar contagiando outros membros.

Na cúpula realizada no dia 11 de fevereiro, os países que têm o euro como moeda oficial prometeram agir de maneira "decidida e coordenada" se fosse o caso. Ao mesmo tempo, exigiram do Governo grego que tomasse todas as medidas necessárias para reduzir o déficit público, atualmente em 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB), para menos de 3% em 2012.

A Comissão Europeia (órgão executivo da UE) certificará na segunda-feira que o primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, está cumprindo sua parte do pacto. Por isso, agora corresponde aos países da zona do euro definir - sem necessariamente tornar público - o mecanismo de resgate que utilizariam, se preciso, para salvar a Grécia.

No Parlamento Europeu, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, deixou claro na terça-feira passada que "a Grécia tomou as medidas necessárias para reduzir seu déficit fiscal neste ano".

Barroso confirmou que a Comissão "trabalha ativamente" com os membros da zona do euro na definição do instrumento que as autoridades gregas poderiam utilizar caso necessário.

Sem dar nenhum detalhe, Barroso assegurou que será "compatível" com as normas já existentes e que terá condições de uso "muito restritas". Da mesma forma, deverá ser aceito por todos os membros da zona do euro.

Alemanha e Holanda continuam mostrando-se reticentes a uma operação de resgate que possa levar o Governo grego a relaxar seus esforços de ajuste, segundo algumas fontes europeias.

Nesta sexta-feira, o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, deixou claro em artigo publicado no jornal britânico "Financial Times" o preço que Berlim vai exigir de quem colocar a solvência e a estabilidade da moeda única europeia.

A Alemanha, que há 11 anos abriu mão do marco alemão para permitir o nascimento do euro, exige um endurecimento das regras de vigilância e disciplina que pode chegar ao extremo de cortar os fundos de coesão europeus aos Estados com déficit excessivo, suspender seu direito de voto no Conselho ou simplesmente expulsar da união monetária.

"Se queremos que o euro seja forte e estável de forma duradoura - nossa condição para pôr o marco alemão e sua alta credibilidade nos braços do euro - temos que estar preparados para uma maior integração na zona do euro", afirmou Schäuble.

O artigo deste peso pesado da política alemã confirma que a crise grega vai trazer como consequência uma maior integração entre os membros do euro, com a possibilidade até agora considerada tabu de que os parceiros europeus participem ativamente na definição das prioridades e decisões orçamentárias dos demais. EFE jms/bba

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