Por Maria Luisa Palomino e Terry Wade LIMA (Reuters) - Ministros do Comércio e de Relações Exteriores de Estados Unidos, China e outras economias ao redor do Oceano Pacífico pediram nesta quinta-feira por novos acordos de livre comércio como uma saída da crise econômica global.

As recomendações dos ministros para evitar o aumento das barreiras tarifárias e para aprofundar a integração econômica entre os membros do grupo da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) serão apresentadas em uma conferência de cúpula no final de semana.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e os líderes de outros países da Apec, que juntos representam mais da metade da receita econômica global, deverão usar a conferência para impulsionar mais uma vez as negociações comerciais da Rodada de Doha.

"Insistimos que nesses tempos de crise somos contra qualquer sentimento protecionista e reafirmamos nosso comprometimento em abrir para o comércio e para o investimento", disse o ministro das Relações Exteriores do Peru, José Antonio Garcia, em uma entrevista coletiva.

Nove membros da Apec também estão no G20, grupo das vinte principais economias, que na semana passada entrou em acordo para tomar medidas de estímulo fiscal para evitar uma possível recessão.

Os ministros que se encontraram em Lima disseram que apoiaram as recomendações do G20, incluindo mais verbas para o Fundo Internacional Monetário (FMI), e inspeções dos grandes bancos internacionais.

Os líderes de países como Canadá, México, Japão, Chile, Coréia do Sul, Taiwan e Indonésia se encontrarão no fortificado Ministério da Defesa. Milhares de policiais patrulham a capital para prevenir um ataque de guerrilhas esquerdistas que recentemente aumentaram suas atividades no país.

(Reportagem de Maria Luisa Palomino e Terry Wade)

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