O ministro da Previdência, José Pimentel, disse nesta terça-feira que a previsão do déficit da Previdência, em 2008, é de R$ 38 bilhões e não R$ 44 bilhões, previstos na Lei Orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional. De acordo com ele, a crescente formalização do emprego e a recuperação de renda são os principais motivos para esta estimativa.

Acordo Ortográfico  Em entrevista para a divulgação do déficit previdenciário de agosto, Pimentel também comentou que há expectativa de a Previdência Urbana ser superavitária a partir de 2010. Em agosto deste ano, o setor arrecadou R$ 12,7 bi e gastou R$ 13,6 bi, gerando um déficit de R$ 930 milhões.

O constituinte de 1988 determinou que a Previdência Rural vai ser sempre subsidiada, mas esperamos ter superávit na Urbana a partir de 2010, avaliou o ministro. Apesar da expectativa de Pimentel, os números não são animadores quando a comparação é feita com agosto de 2007, mês em que o déficit urbano fechou em R$ 20 milhões.

Déficit de agosto

O déficit da Previdência Social no mês de agosto fechou em R$ 4 bilhões, um aumento de 46,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o déficit fechou em R$ 2,7 bilhões. Tal aumento aconteceu em razão da antecipação de uma parcela do 13º salário, autorizada pela primeira vez, neste ano, para trabalhadores que recebem até um salário mínimo.

Em números totais, a arrecadação liquida da previdência ficou em R$ 13,1 bilhões e as despesas em 17,2 bilhões. No mesmo período do ano passado, a Previdência arrecadou R$ 12,5 bilhões e gastou R$ 15,2 bilhões.

Apesar do adiantamento do 13º, o déficit acumulado entre janeiro e agosto de 2008 ficou 13,7% abaixo do acumulado no mesmo período do ano passado. Em números totais, até agora, a conta negativa da Previdência está em R$ 24,9 bilhões, contra R$ 28,8 bilhões de 2007.

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