O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reviu hoje, durante entrevista coletiva, a sua previsão para 2008 de criação de novos empregos com carteira assinada no País. No mês passado, ao anunciar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o ministro havia feito uma previsão de que fecharia o ano de 2008 com a criação de 2 milhões de novos empregos formais.

No balanço anunciado hoje, do Caged de novembro, Lupi disse que deverão ser criados em torno de 1,85 milhão de novos empregos formais.

A revisão deve-se principalmente, segundo o ministro, aos reflexos da crise financeira. Em novembro, foi registrada uma queda de 40 mil postos de trabalho no saldo total de brasileiros com carteira assinada. Essa queda deveu-se, principalmente, a dois fatores. O primeiro foi a sazonalidade agrícola. O ministro explicou que, nos meses de outubro, novembro e dezembro, o setor agrícola demite porque não há plantio nem colheita. O segundo motivo é a situação da indústria automobilística. Lupi disse que esse setor nunca apresentou crescimento nesses últimos meses do ano, mas que especificamente em 2008 houve queda do emprego no setor nesse período, como reflexo da crise financeira internacional.

Lupi ressaltou, no entanto, que, mesmo com a revisão na meta de novos empregos para 1,85 milhão, o País baterá o recorde na geração de novos postos de trabalho, que é do ano passado, quando foram criadas 1,617 milhão vagas no mercado formal de trabalho. Ele disse acreditar que a queda na geração de empregos em dezembro não será tão forte quanto à verificada nos anos anteriores, quando há uma média de perda de 300 mil postos de trabalho. Segundo ele, neste ano, houve uma antecipação de demissões.

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