Buenos Aires, 24 - Após quatro horas de reunião, os líderes rurais argentinos receberam do ministro de Agricultura, Julian Domínguez, a promessa de encaminhar as propostas do setor à presidente Cristina Kirchner. O documento contém 11 pontos.

Do encontro, realizado ontem à noite, não saiu resultado concreto para desarmar as articulações dos produtores do interior do país que pretendem realizar protestos contra a falta de estímulo à pecuária e à agricultura. No entanto, os representantes dos produtores consideram o clima de diálogo positivo e não descartam uma nova rodada de conversas com o governo.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, Domínguez apresentou um pacote de medidas para garantir o nível de produção pecuária. O ministro também disse aos ruralistas que é importante trabalhar em conjunto "para dar um salto qualitativo nos níveis de produção". A assessoria detalhou que, entre as medidas oficiais, destaca-se a entrega de subsídios aos donos de feedlots (currais para engordar gado) dedicados a novilhos de mais de 430 quilos.

O plano prevê ainda elevar, a partir de fevereiro de 2011, o peso mínimo para o abate, dos atuais 260 quilos para 320 quilos. Mas a aplicação dessa medida está condicionada às condições climáticas, já que uma estiagem prolongada, como tem ocorrido em anos recentes, reduz a disponibilidade de alimentos para engordar o gado. Alcançados os 320 quilos, a decisão oficial é de continuar, a cada dois meses, somando 10 quilos ao peso mínimo obrigatório para o abate.

Segundo o ministro, com o plano, ao final de 2011, a oferta de carne terá aumentado significativamente. Ao mesmo tempo, Dominguez garantiu que o governo vai manter abertas as exportações de carne da cota Hilton e dos acordos bilaterais, além de alguns cortes congelados e carnes termoprocessadas. Os líderes rurais pediram tempo para analisar o limite de peso para o abate e apresentaram suas próprias sugestões para resolver o problema da escassez de carne bovina.

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