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Ministro pede civilidade a consórcios na disputa pela usina Jirau

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, fez hoje um apelo para que os dois consórcios envolvidos na disputa da usina hidrelétrica de Jirau cheguem a um acordo e desistam de brigar na Justiça. Lobão pediu, durante a cerimônia de assinatura do contrato de concessão da usina com o consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus, liderado pela Suez e a Camargo Corrêa), que os dois grupos ajam com civilidade.

Valor Online |

Faço um apelo para que os consórcios se entendam, disse o ministro, no Palácio do Planalto. A respeito das mudanças propostas pelo Enersus no projeto de engenharia da usina, Lobão afirmou desejar que tudo se faça no melhor interesse dos empresários, mas fundamentalmente da nação brasileira.

Ele informou que tentará mediar um acordo entre os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Suez, Maurício Bähr. A reunião estava inicialmente agendada para a semana passada, mas acabou sendo adiada. A Odebrecht pretende entrar na Justiça contra o Enersus, com o argumento de que não houve isonomia no leilão, com a mudança de local da barragem, transferida de Jirau para um ponto do rio a nove quilômetros de distância.

O presidente do Enersus, Victor Paranhos, reiterou que o novo projeto é mais econômico e traz menos impactos ambientais. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ibama estão analisando as mudanças sugeridas. Se elas não forem aprovadas, o Enersus deverá construir a hidrelétrica no local previsto originalmente no edital de licitação.

Paranhos disse que, com a briga, quem perde é o Brasil, quem perde é o consumidor.

Ele evitou qualificar como espionagem industrial a presença de dois documentos sigilosos do consórcio em um relatório de 111 páginas encaminhado pela Odebrecht ao governo, mas voltou a questionar a forma como eles foram obtidos pelo grupo adversário.

Eu não tenho o dossiê como um todo. Recebi quatro folhas, com o cronograma contratual da Camargo Corrêa (responsável pelas obras civis) e a proposta comercial da Dongfang (fabricante chinesa de turbinas). Só nós que temos isso.

(Daniel Rittner do Valor Econômico para o Valor Online)

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