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Quito, 8 out (EFE).- O novo ministro de Minas e Petróleos equatoriano, Derlis Palacios, exigiu hoje às companhias privadas que extraem petróleo na Amazônia, que aumentem seus investimentos para melhorar a produção.

Palacios, que hoje jurou o cargo e substituiu Galo Chiriboga, pediu às petrolíferas transnacionais que "não brinquem" com o país e empreendam planos de investimento para melhorar a produção de petróleo.

A advertência coincide com a feita no último sábado pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, quando ameaçou expulsar as petrolíferas privadas caso não aumentassem a produção nacional, como prevêem os convênios.

O novo ministro solicitou às transnacionais petrolíferas que se alinhem com a política petrolífera do Equador, que inclui uma negociação para mudar os antigos contratos de participação na extração de petróleo por outros de prestação de serviços.

Palacios, segundo comunicado do Ministério, considerou que as companhias petrolíferas privadas, que têm atualmente contratos de participação com o Estado, devem "aumentar a produção de petróleo e investir de forma adequada para conseguir isso".

O ministro reiterou sua reivindicação contra a companhia hispano-argentina Repsol-YPF, que opera o chamado Bloco 16, na Amazônia equatoriana, mas cuja produção, segundo Palacios, caiu 20%.

Em todo caso, ambas as partes, tanto o Governo como a Repsol, estão preparando equipes negociadoras para revisar a situação contratual.

O petróleo é o principal produto de exportação do Equador e a receita gerada por suas vendas financiam 35% do orçamento do Estado.

EFE fá/rr

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