O ministro do planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, em audiência pública sobre o orçamento 2009, que os desdobramentos da crise internacional serão fundamentais para a definição do novo valor do salário mínimo. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias um aumento dos atuais R$ 415 para R$ 464,72 estava previsto, mas a revisão efetiva só deve acontecer em novembro.

De acordo com ele, em função da crise, o governo vai ter de rever os parâmetros macroeconômicos que enviou para o Congresso ainda neste mês, uma segunda revisão deve ser feita em novembro. A partir dos dados, praticamente todo o orçamento terá de ser reformulado, uma vez que as expectativas de receita podem ser fortemente alteradas.

"Nós temos previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias de trazer em outubro os parâmetros macroeconômicos atualizados. E outra revisão será feita em novembro. Se fosse mandar hoje [o orçamento] mandaria o quadro igual ou com pouca mudança. No fim de novembro termos condição de dizer se [o País] vai crescer mais ou menos que o previsto, como vai ficar a receita, se vai ficar estável ou mudar", disse. Somente após a revisão "vamos saber como será o salário mínimo", completou.

Além da crise internacional, o ministro também criticou o projeto de Lei que tramita no Congresso atrelando os benefícios da previdência ao salário mínimo. Caso ele seja aprovado, Bernardo alegou que será impossível manter uma política de aumento real.

"É com muita dor que digo isso, mas não temos condição de transferir para o aposentado do INSS o mesmo ganho que conseguem os trabalhadores da ativa", disse.

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