Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Ministro descarta plano de contingência para abastecimento de gás

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quinta-feira que a interrupção do fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil não abalará o sistema energético do País e rejeitou a necessidade de adotar plano de contingência para conter o problema. Segundo o ministro, o Brasil não vive neste momento nenhuma dificuldade maior, e espera que a situação não se agrave.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

 

No início da manhã da última quarta-feira, uma explosão rompeu um trecho de um duto da Transierra, empresa com participação da Petrobras responsável pelo envio de 52% do gás natural da Bolívia para o Brasil. O duto fica na região do Chaco, no sul boliviano, e responde por 10% do gás importando ao Brasil pela Transierra ¿ o que equivale a 3 milhões de metros cúbicos por dia.

"Já estocamos algum gás ontem [quarta-feira], com a suspensão [do funcionamento] de uma térmica da Petrobras. Mas três milhões de metros cúbicos podemos prover sem dificuldade", garantiu.

Um novo incidente, desta vez em Bella Vista, ocorrido por volta das 5h30 desta quinta-feira, cortou mais 55% do abastecimento de gás boliviano da Transierra para o Brasil. Lobão garante que este problema será resolvido ainda nesta quinta-feira ou, no mais tardar, sexta-feira.

A interrupção chegou até 15 milhões de metros cúbicos, mas agora está quase totalmente estabelecido. As válvulas foram desligadas por manifestantes, mas voltaram a ser ligadas e o gás voltou a fluir quase que completamente, garantiu o ministro em coletiva de imprensa.

Apesar de ter descartado a necessidade de um plano de contingência para o abastecimento de gás neste momento, Lobão afirmou que o Brasil possui três alternativas de emergência caso ocorram novos problemas nos gasodutos bolivianos: desligar as térmicas a gás da Petrobras, suspender a injeção de gás nos postos de petróleo, e substituir o gás por óleo diesel na indústria temporariamente.

AP
Opositores  protesta na Bolívia

Lobão não quis comentar a situação política da Bolívia. É uma questão de soberania interna, que não cabe a mim examinar. Basta que a Petrobras desligue uma de suas térmicas para compensar essa perda, observou.

Luta pelo poder

O conflito na Bolívia envolve uma luta de poder entre Morales e os governadores de províncias do leste e do centro do país, áreas que possuem grandes reservas de gás natural e terras férteis.

Desde que tomou posse, Morales vem canalizando uma parte maior dos recursos oficiais para a população pobre e indígena do oeste do país. Os indígenas formam a maioria da população boliviana.

No começo desta semana, jovens pertencentes a um grupo de protesto que se parece com uma milícia invadiram prédios do governo. O grupo chama-se Juventude de Santa Cruz.

Os manifestantes destruíram documentos e materiais de escritórios. Agora recusam-se a deixar os prédios e afirmam que essas construções não pertencem mais ao governo central.

Apesar de Morales ter intensificado a presença das forças militares nas instalações de gás natural, os soldados foram retirados do centro de Santa Cruz depois de vários deles terem sido espancados diante das câmeras de TV, no começo desta semana.

(Com informações da Reuters e Agência Estado)

Leia também:

 

Leia mais sobre Bolívia

Leia tudo sobre: bolívia

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG