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Responsável pelo Tesouro, Schäuble ressalta que país ainda não tomou todas as medidas de redução de endividamento necessárias

Berlim - O ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, insistiu em reduzir o gasto público e manter os estritos cortes orçamentários apesar dos bons resultados econômicos dos últimos trimestres e o apreciável aumento do Produto Interno Bruto (PIB). "Durante a crise foi correto endividar-se mais. Mas o que era correto durante a crise é errado após a crise", afirma Schaüble em declarações adiantadas hoje pela revista "Der Spiegel".

O responsável pelo Tesouro alemão ressalta que agora deve-se reduzir o novo endividamento para ter o endividamento total sob controle. Além disso, adverte, à vista dos bons resultados econômicos, contra o esquecimento dos desafios da crise financeira já que isso "esconde enormes perigos". "Por um lado enfrentamos uma montanha de dívida que resulta irresponsável e por outro não foram tomadas ainda todas as medidas necessárias para proteger nosso país de futuras crises financeiras", explica o ministro.

A consolidação orçamentária, o reforço da Eurozona, a reforma dos mercados financeiros, a estabilização das finanças municipais e a simplificação fiscal são, segundo Schäuble, os cinco pontos nos quais a Alemanha deve se concentrar para garantir o bem-estar do país. Apesar do reduzido espaço fiscal, o titular alemão de Finanças considera possível reduzir alguns impostos e taxas, que não especifica, embora sempre respeitando ao máximo a política para a redução da dívida acumulada.

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