Londres, 21 fev (EFE).- O ministro de Negócios do Reino Unido, Peter Mandelson, pediu hoje ao executivo-chefe do parcialmente nacionalizado Royal Bank of Scotland (RBS), Stephen Hester, para que abra mão de seus bônus neste ano.

Segundo a imprensa local, Hester receberá um bônus de US$ 1,6 milhão quando o banco anunciar seus resultados anuais na próxima semana.

Em declarações à "BBC", Mandelson chamou Hester de "banqueiro enérgico e capaz", mas disse que ainda não tinha sido posto a toda prova nessa entidade financeira.

Hester foi nomeado para o comando do RBS depois que o Governo do Reino Unido decidiu sair em seu resgate em plena crise econômica.

O banco escocês, do qual o Estado possui atualmente 84% das ações, anunciará perdas bilionárias, segundo a imprensa britânica.

"Se mais adiante (Hester) recuperar o banco e ser merecedor de uma recompensa, eu seria o primeiro a concordar, mas não agora", afirmou Mandelson.

"Dissemos a eles (responsáveis dos bancos parcialmente nacionalizados) que sua prioridade é melhorar seus balanços, recuperar o capital e se dedicar a empréstimos", acrescentou o ministro trabalhista.

O RBS deve anunciar que pagará 1,3 bilhão de libras a seus banqueiros, quantia que está negociando com o organismo governamental que se ocupa da parte controlada pelo Estado.

Na semana passada, o Barclays, que não fez parte do programa de resgate do Governo e preferiu recorrer ao capital privado, anunciou ter "limitado" as gratificações que pagará a seu pessoal a 2,7 bilhões de libras.

No entanto, o Barclays teve lucro, e mesmo assim seu executivo-chefe, John Varley, e seu presidente, Bon Diamond, abriram mão de seus bônus pelo segundo ano consecutivo. EFE jr/bba

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