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Ministro britânico é pressionado por envolvimento com magnata russo

Londres, 27 out (EFE).- O ex-comissário de Comércio europeu e atual ministro de Negócios, Empresas e Reforma Regulatória britânico, Peter Mandelson, está sendo pressionado por ex-colegas da União Européia (UE) e a oposição conservadora no Reino Unido a divulgar detalhes sobre suas conversas com o magnata russo do aço Oleg Deripaska.

EFE |

Segundo informa hoje o jornal "The Times", ex-colegas de Mandelson em Bruxelas temem pela reputação da Comissão de Comércio por causa de um eventual conflito de interesses nas suas relações de Mandelson com o magnata russo.

Mandelson continua se negando a responder a qualquer pergunta sobre o caso.

Segundo o "Times", altos representantes de Comércio pedirão ao presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, que atue para salvar a reputação da Comissão de Comércio.

No entanto, a CE reiterou hoje que "não há evidência" de que Mandelson tenha violado o código de conduta do Executivo europeu ou tenha incorrido em um conflito de interesses por se reunir com Deripaska.

O ex-comissário europeu declarou no final de semana ao jornal "Financial Times" que "a cobertura sensacionalista" que a imprensa britânica tem feito sobre sua relação com Deripaska não o impediria de voltar a se encontrar com o empresário russo no futuro.

Passando da defesa ao ataque, Mandelson criticou o fato de o ministro da Economia da oposição conservadora, George Osborne, ter atribuído ao ex-comissário conseguir uma doação de Deripaska aos conservadores.

O porta-voz de Comércio europeu, Peter Power, lamentou a "obsessão" da imprensa britânica por esse tema e insistiu que, segundo Mandelson, seus encontros com Deripaska - entre eles férias em um iate na ilha grega de Corfu - foram de caráter privado, por isso não é obrigado a falar sobre o assunto.

Power destacou que o diretor-geral da Comissão de Comércio europeu, David O'Sullivan, deixou claro que Mandelson não interferiu na redução das tarifas européias às importações de alumínio de 6% para 3%, o que beneficiou diretamente Deripaska.

Enquanto isso, o porta-voz para Relações Internacionais do Partido Conservador, William Hague, exigiu publicamente que Mandelson revele o que foi conversado com o magnata russo durante suas férias na Grécia.

A viagem desta semana de Mandelson à Rússia coincide com uma semana decisiva para os interesses empresariais de Deripaska, destaca o "Times".

Segundo o jornal, o magnata russo está em busca de US$ 2 bilhões para salvar sua participação de 25% na empresa Norilsk Nickel. EFE jr/wr/jp

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