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Ministro Ayres Britto é premiado pela ANJ

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, recebeu ontem o 1º prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa, por ter determinado, no início deste ano, a suspensão liminar de parte da Lei de Imprensa, criada durante o governo militar. O prêmio recém-criado pretende agraciar anualmente as pessoas ou entidades que mais defenderam ou divulgaram a liberdade de imprensa no País.

Agência Estado |

"A liberdade de expressão é a maior expressão de liberdade", disse o ministro, "e a imprensa é a instância da sociedade civil que mais favorece a elevação da qualidade da vida política e ética nacional." Ele diz ser necessário que as pessoas tenham liberdade de pensamento e de expressão nessa "que não é uma Idade Média, e sim uma idade mídia".

O prêmio foi anunciado por Júlio César Mesquita, vice-presidente da ANJ e um dos diretores do jornal O Estado de S. Paulo. "A liberdade é essencial não apenas para nossa atividade, mas, acima de tudo, porque é um direito fundamental dos cidadãos", disse. Ele lembrou que ainda há tentativas de calar a imprensa no País. "Há atualmente 79 projetos de lei em tramitação no Congresso que podem restringir a liberdade de expressão", afirmou Mesquita. "Um quadro preocupante, dado que a liberdade de imprensa é um dos pressupostos para a democracia." Mesquita reforçou que este ano já houve sentenças que exigiam o recolhimento de jornais das bancas ou impondo censura à publicação de conteúdo. "Isso deixa claro que a conquista da liberdade de imprensa é um processo contínuo, permanente."

O prêmio foi entregue pela repórter Elvira Lobato, da Folha de S. Paulo, que teve cerca de 50 processos judiciais abertos contra si após publicar uma reportagem citando que uma das empresas pertencentes a bispos ligados à Igreja Universal teria dinheiro em paraísos fiscais.

Nova direção

Ontem ocorreu também a posse da nova diretoria da ANJ. No lugar de Nelson Sirotsky, do grupo RBS, assumiu Judith Brito, diretora-superintendente da Folha de São Paulo. É a primeira vez, desde a fundação da associação, em 1979, que uma mulher assume o comando da entidade. "Estamos vivendo um momento especial de crescimento na imprensa brasileira", afirmou.

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