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Ministro argentino destaca força da América Latina frente à crise

São Paulo, 8 nov (EFE) - O ministro da Economia da Argentina, Carlos Fernández, afirmou hoje que a América Latina não é imune à crise financeira internacional, mas está mais bem preparada do que antes para enfrentá-la, e pediu hoje uma resposta rápida e efetiva para a turbulência mundial. Os países da América Latina não são imunes a esta crise. No entanto, assim como outras economias em desenvolvimento, estão menos expostos do que a experiências similares anteriores, especialmente em relação aos mecanismos financeiros de transmissão, disse.

EFE |

Fernández, que discursou no primeiro dia da reunião de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do Grupo dos Vinte (G20) que começou hoje em São Paulo, se referiu às crises que afetaram vários países da região, incluindo a própria Argentina, nos últimos 12 anos.

"A situação atual exige ações rápidas e concretas para conter os efeitos de contágio e multiplicadores da crise", acrescentou o ministro, que, junto com o presidente do Banco Central argentino, Martín Redrado, lidera a delegação do país na reunião.

A reunião do G20 em São Paulo busca coordenar ações contra a crise global e uma possível reforma do sistema financeiro mundial uma semana antes da cúpula do grupo convocada para 15 de novembro em Washington pelo Governo americano.

O G20 é formado pelos países do Grupo dos Sete (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Turquia, além da União Européia (UE) como bloco.

Fernández ressaltou que, perante a situação atual, "o mundo requer ações expeditas e em grande escala para promover políticas macroeconômicas contra-cíclicas", assim como "mecanismos flexíveis de assistência financeira para os países em desenvolvimento" e uma "regulação dos sistemas financeiros".

Segundo ele, se não forem adotadas essas ações, "existem altas probabilidades de que a situação atual origine uma forte e longa recessão da economia mundial".

O ministro destacou ainda as deficiências mostradas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), sobre o qual "provou ser insuficiente" para combater a crise e não respondeu "de maneira oportuna".

"A atual crise financeira evidenciou a fragilidade de um sistema monetário internacional sustentado na suposta capacidade de auto-regulação dos mercados", expressou o ministro, que reivindicou a criação de "mecanismos de coordenação macroeconômica efetivos".

EFE joc/db

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