Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Ministro argelino diz que crise causou forte contração da demanda de petróleo

Argel, 8 nov (EFE).- O ministro da Energia argelino e presidente em exercício da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, destacou hoje que a crise financeira internacional provocou uma forte contração da demanda de petróleo o que levou à queda dos preços da commodity.

EFE |

Durante sua participação em um seminário em Argel, Khelil disse que a reunião extraordinária do cartel, prevista 17 de dezembro, em Oran (Argélia), reavaliará a situação do mercado petroleiro após as medidas que serão adotadas contra a crise e estudará suas perspectivas para o primeiro semestre de 2009.

"Os países industrializados entraram em fase de recessão em conseqüência da crise financeira, que os enfraqueceu, e que continuará em 2009", disse o ministro argelino.

Khelil ressaltou que a crise provocou "uma forte contração da demanda petrolífera", o que provocou a queda dos preços do petróleo, e ressaltou que a Opep deve "ajustar sua produção", para tentar estabilizar o mercado.

"A estratégia da Opep foi sempre pedir e atuar para conseguir um preço adequado do petróleo para os países produtores e os consumidores", disse.

No início de novembro, a companhia estatal argelina de hidrocarbonetos Sonatrach reduziu a produção de petróleo do país em 71 mil barris diários, aplicando a decisão da reunião da Opep em Viena para reduzir o total da produção de seus membros em 1,5 milhão de barris por dia.

Khelil advertiu que, apesar desta medida, os preços do petróleo poderiam continuar sua tendência para baixo se persistir a crise financeira e o dólar não se recuperar frente a outra divisas.

O ministro previu, no entanto, que os preços se recuperarão em dois ou três anos, devido ao desinvestimento no setor petrolífero, onde vários projetos foram suspensos.

Alguns países da Opep colocaram a possibilidade de realizar uma nova reunião antes da prevista em dezembro, para analisar o impacto da redução decidida em Viena e, no caso, adotar novas medidas.

Os preços do petróleo perderam mais da metade do valor desde a cota máxima alcançada em julho. EFE jg/an

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG