Berlim, 21 nov (EFE).- O ministro da Economia alemão, Rainer Bruderle, e o comissário de Indústrias da União Europeia (UE), Günter Verheugen, se pronunciaram contra possíveis ajudas ao fabricante de automóveis Opel, depois que o consórcio General Motors decidiu manter a propriedade dessa empresa.

Bruderle disse, em entrevista publicada hoje pelo jornal "Hamburger Abendblatt" que tinha lido com "interesse" declarações de diretores da GM que dizem que podem levar a Opel adiante sem ajuda.

"Acho que é isso que devem fazer", acrescentou o ministro alemão.

Bruderle disse também que qualquer oferta de ajuda de Berlim para o caso de que a Opel fosse vendida ao fabricante de autopeças Magna não tem mais vigência.

Verheugen, em declarações à revista "Der Spiegel", qualificou de "alarmantes" as versões segundo as quais alguns países com fábricas da Opel teriam oferecido ajudas.

"As ajudas estatais são uma intervenção na livre concorrência e, portanto, são proibidas", disse Verheugen.

Verheugen admitiu que, em casos excepcionais, a Comissão Europeia (órgão executivo da UE) pode autorizar ajudas, mas lembrou que estas não podem ser condicionadas à manutenção de postos de trabalho em um lugar determinado. EFE rz/an

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