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Ministério da Fazenda já projeta alta maior das tarifas

A equipe econômica já incorporou ao cenário inflacionário um reajuste maior nos preços administrados neste e no próximo ano. O Ministério da Fazenda não divulga suas projeções, mas fontes dizem que os números previstos para os preços administrados são próximos dos calculados pelo Banco Central (BC) no último relatório de inflação: 4% para este ano e 4,5% para 2009.

Agência Estado |

Os economistas do governo avaliam, porém, que a dinâmica dos reajustes de hoje é diferente da que era registrada nos tempos de inflação alta.

No passado, em momentos de disparada dos índices gerais de preços, os preços administrados tinham forte alta e deixavam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) bem mais salgado. Mas, nos últimos anos, com a revisão dos contratos e a desindexação de muitos deles, essa correlação entre os Índices Gerais de Preços (IGPs) e os preços administrados diminuiu sensivelmente. Hoje, parte significativa dos contratos é reajustada com base em índices específicos que medem o aumento dos custos de produção, e não mais simplesmente pela variação dos IGPs. Isso faz com que o cenário de inflação ao consumidor para os próximos anos, apesar da forte elevação dos índices gerais (que nos últimos 12 meses superaram dois dígitos), seja um pouco menos preocupante.

O Ministério da Fazenda fez uma análise detalhada dos preços administrados: computou a variação individual de cada item e elaborou projeções. Nos combustíveis, a correlação com o petróleo em disparada é óbvia. No caso de energia e telefonia, os técnicos avaliam que, apesar de situações como a da Eletropaulo - que em 2007 reduziu as tarifas residenciais em 12,66%, e este ano ganhou da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um reajuste de 8,63% (como repasse do IGP-M) -, há uma série de outros que não demandam reajustes significativos e será possível garantir a variação dos administrados ao redor dos 4,5%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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