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Mininotebooks vão salvar segmento de PCs portáveis durante crise

SÃO PAULO - O mercado de notebooks deve se manter bastante sólido neste ano e em boa parte de 2009, apesar da crise. Segundo avaliação da consultoria DisplaySearch, do grupo NPD, a tendência de adoção de PCs portáteis ainda é forte o suficiente para evitar efeitos maiores do tumulto na economia mundial sobre esse segmento.

Valor Online |

No terceiro trimestre, a expansão dos notebooks em unidades deve ser de 23% ante o trimestre anterior e de 38% em relação a igual período de 2007, afirma a DisplaySearch. Já para o quarto trimestre, a expectativa é que haja um crescimento de 19% ante os três meses anteriores e de 44% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. No total, a companhia espera que a indústria venda mais de 153 milhões de aparelhos neste ano.

A consultoria elenca ainda outros fatores para a previsão otimista para o setor, como o maior ritmo no movimento de substituição de computadores de mesa (desktops) por notebooks e o surgimento da categoria de mininotebooks.

A DisplaySearch ressalta que, embora os mininotebooks não sejam uma novidade no mercado, eles eram até recentemente muito mais caros do que notebooks comuns. O jogo passou a mudar com a introdução do Eee PC, pela taiwanesa AsusTek no final do ano passado. Com isso, foi criada uma onda no mercado que acabou por engolfar outros fabricantes na busca por PCs portáteis de baixo custo, preço e configuração.

Embora no ano passado esse segmento tenha representado menos de 1 milhão de unidades em vendas, neste ano, deve alcançar a marca de 14 milhões de aparelhos comercializados, segundo a consultoria. Esse novo segmento, afirma em nota a DisplaySearch, tem servido para difundir o uso de PCs entre mercados mais pobres em todo o mundo, seja através de aparelhos comerciais ou obtidos por meio de programas oficiais de governo.

"Praticamente todas as marcas mais tradicionais do mercado entraram, ou planejam entrar, no mercado de mininotebooks, primariamente como uma resposta à ameaça competitiva representada pela Asus, mas também para satisfazer a demanda de consumidores por produtos que são muito leves, com valor abaixo de US$ 500 e que também ofereçam pelo menos uma módica funcionalidade típica para escritórios", afirma o diretor de Pesquisa para o Mercado de Notebooks da DisplaySearch, John Jacobs.

Segundo ele, a demanda por esse tipo de produto deve crescer bastante nos próximos anos, especialmente entre mercados emergentes e consumidores buscando mais mobilidade. "Esperamos que o mercado de mininotebooks se estabilize com uma participação de aproximadamente 16% do mercado total de notebooks até 2011", acrescenta. Neste ano, a previsão é que esses produtos já encerrem dezembro representando 9,4% do mercado.

Segundo a DisplaySearch, outro grupo de notebooks que irá crescer em participação nos próximos anos é o de aparelhos para substituição de desktops, que têm configuração mais avançada e telas de 17 polegadas ou mais. De acordo com a consultoria, neste ano esses aparelhos deverão representar 7,2% do mercado total, passando para 11% em 2012.

Dois segmentos que deverão encolher são os de notebooks tradicionais, cuja fatia vai ficar em 78,6% neste ano e cair para 70,6% até 2012, e o de PCs ultra-portáteis (UMPCs, na sigla em inglês), cuja participação passará de 4,8% para 2,6% nesse período. UMPCs são PCs de mão, que não têm o mesmo formato de um notebook tradicional (como no caso dos mininotebooks), não utilizam sistemas operacionais completos e são mais indicados para atividades multimídia.

A DisplaySearch ainda lembra que, embora a tendência pareça favorável aos mininotebooks, o período de festas de fim de ano serão um teste definitivo para a nova categoria. Com o pico de consumo do período, os mininotebooks passarão pela primeira vez pelo avaliação de aceitação dos consumidores e será possível analisar o grau de canibalização que ele irá impor aos outros segmentos de produtos.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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