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RIO DE JANEIRO - A discussão sobre a melhor maneira de se explorar a região do pré-sal, no litoral brasileiro, assumiu tal importância que levou até o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a demonstrar preocupação com o papel que caberá à Petrobras na exploração dos recursos da região.


Em discurso no lançamento do programa Petrobras Ambiental, no Rio de Janeiro, Minc afirmou que o papel da companhia deveria ser reforçado neste momento. "Qualquer medida para reduzir o escopo da Petrobras tem que se repensada com cautela. Acho que a companhia tem que ser reforçada e não enfraquecida", disse Minc.

Recentemente, diferentes fontes governamentais e privadas têm demonstrado preocupação sobre a melhora maneira de se explorar a nova fronteira petrolífera encontrada no litoral brasileiro.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi o primeiro a defender publicamente a idéia da criação de uma nova estatal para gerenciais os recursos, que ficou apelidada no mercado como Petrosal. Num primeiro momento, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, não encampou a idéia, enquanto empresas privadas que atuam no país defendem a manutenção do marco regulatório atual, com o simples aumento dos royalties e participações especiais cobradas.

Essa semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, colocou mais combustível na história ao afirmar por duas vezes que o marco regulatório deverá ser alterado, para que as megareservas de petróleo não beneficiem apenas algumas empresas.

Nesta sexta-feira, o ministro Minc também colocou o dedo na polêmica. "A Petrobras vai lá, vai lá, e quando descobre, todo mundo quer. Assim também não dá", declarou, para em seguida afirmar que dava sua opinião não como ministro, mas como brasileiro preocupado com os rumos da exploração desses recursos.

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