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Ao comentar a decisão do governo da construção da usina nuclear de Angra 3, no Estado do Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai estipular novas regras para conceder as licenças ambientais. Reiterando ser contrário à construção da usina, Minc afirmou que se trata de uma decisão de governo.

Minc antecipou as exigências que estão sendo discutidas no ministério sobre a concessão das licenças para Angra 3. "Eu posso dizer é que vamos acrescentar vários pontos nessa licença ambiental. Queremos um prazo para se resolver o problema dos rejeitos". Outra providência, segundo ele, é exigir que Angra 3 tome conta de parques ao redor de sua construção. Uma terceira medida em estudo é a obrigatoriedade de monitoramento externo e independente para os níveis de radiação. "Teremos sensores em terra, mar e ar e quem vai operar isso é uma universidade ou fundação independente, como já há na Espanha", afirmou.

Ontem, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo pretende reiniciar, no dia 1º de setembro, as obras de construção da usina nuclear Angra 3. Ele afirmou, em conversa com jornalistas, que o Ibama deve liberar, em um prazo de dez a 15 dias, a licença de instalação que autorizará a estatal Eletronuclear a começar os trabalhos de construção. O ministro reiterou que o governo pretende construir, depois de Angra 3, mais quatro usinas nucleares, ainda sem locais definidos.

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