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Minc: mudar local de Jirau tem quatro pontos positivos

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje que a proposta de alteração do local de construção da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), para um ponto situado a nove quilômetros do local originalmente previsto no edital tem pelo menos quatro impactos ambientais positivos e um negativo. Segundo Minc, é isso que foi identificado, até agora, pelos técnicos do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que analisam a proposta, apresentada pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), liderado pela Suez Energia e vencedor do leilão de licitação da usina.

Agência Estado |

Os quatro pontos positivos, segundo Minc, são: 1) melhores condições de combate à malária na região da hidrelétrica, 2) melhor administração dos sedimentos do rio, 3) redução do volume de rocha a ser escavada e 4) melhor preservação das espécies locais de peixes. Já o efeito negativo, disse o ministro, será o aumento da área a ser inundada: "Nossas equipes estão no terreno, querendo saber o que há nessa área adicional a ser alagada: se há muita ou pouca população, se há espécies (flora e fauna) de alto valor. Estamos mensurando o tamanho do impacto negativo."

O presidente do Ibama, Roberto Messias, disse que o fato de haver quatro pontos positivos e um negativo não significa, necessariamente, que o placar está 4 a 1 a favor da aprovação da mudança do local. Segundo Messias, é fundamental saber qual o tamanho do impacto negativo. "É como uma pessoa dizer que comeu um boi, e outra dizer que comeu três galinhas. Quem comeu apenas um boi comeu mais", comparou o presidente do Ibama.

Minc afirmou que a resposta da área ambiental do governo sobre a proposta de mudança do local da usina será "em breve".

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