Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Minc atribui queda mensal a ação do governo na região

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, atribuiu a redução de 20,6% no desmatamento da Amazônia na passagem de maio para junho às ações de repressão adotadas pelo governo. Entre elas, o embargo de 606 propriedades, restrição ao crédito agrícola, proibição de derrubada de floresta em 36 municípios que fazem parte da lista negra ambiental, obrigatoriedade do recadastramento das fazendas e acordos com o setor produtivo para que evitassem comprar matéria-prima de origem ilegal.

Agência Estado |

Ao divulgar os dados, o ministro disse que a redução havia sido de 25,9%. Mas o que ocorreu foi uma conta malfeita pelos técnicos do ministério. Mais tarde, o ministro reconheceu o erro.

Minc não quis comentar a grande diferença entre os números do Deter se comparados os dois últimos períodos de medição. De agosto de 2006 a junho de 2007, o sistema registrou a derrubada de 3.949 km2 de floresta. Entre agosto de 2007 e junho de 2008, foram 7.823 km2. O ministro estimou que o desmatamento nos últimos 12 meses ficará em torno de 12 mil km2, acima do registrado no período anterior, que foi de 11,5 mil km2. Portanto, segundo ele, a derrubada da floresta deverá ficar abaixo dos 15 mil km2 previstos pelo próprio Minc logo após assumir o cargo, em maio.

Ele disse que o desmate continua "alarmante" e que não há motivos para soltar rojões. A redução, no entanto, ficou clara, disse ele, porque na medição de junho foi possível verificar toda a área da Amazônia com 72% de nitidez.

Se comparado com o dado de junho do ano passado, a queda foi de 38%. Em junho de 2007, a área degradada apontada pelo Inpe foi de 1.398 km2. No mês passado, caiu para 870 km2. De novo, o ministério fez a conta errada. Divulgou que a redução havia sido de 55,8%. " Isso demonstra nosso trabalho e as ações desenvolvidas pelo Ibama e pela Polícia Federal", disse o ministro.

O ministro lembrou que no primeiro semestre foram aplicadas multas de R$ 499,3 milhões, fechadas 319 serrarias, embargadas 93, assinados 2.512 autos de infração, apreendidos 29 barcos, 259 caminhões, 53 tratores, 125 mil m 3 de madeira beneficiada. Disse ainda que atualmente o Ibama faz 45 operações diárias, contra 25 no início do ano.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG