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NITERÓI - Para simular a defesa das bacias de petróleo do Brasil, principalmente as novas reservas da camada pré-sal, as Forças Armadas iniciaram hoje um treinamento que vai se prolongar pelos próximos 13 dias. Mais de 10 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica simulam uma situação de guerra entre dois países - que receberam os nomes fictícios de Verde e de Amarelo - pelo controle de uma reserva petrolífera no mar.

Entre as atividades em curso, estão a defesa de refinarias de petróleo e de portos, a patrulha marítima e o controle do espaço aéreo. A chamada Operação Atlântico tem a meta de treinar a defesa das bacias petrolíferas de São Paulo, do Rio de Janeiro e Espírito Santo e da infra-estrutura de gás.

Estão sendo usados na operação 17 navios, 40 aeronaves e 327 veículos terrestres, sob a coordenação do Ministério da Defesa. Além do treinamento, os militares vão prestar atendimento médico e ajudar na reforma de casas e prédios públicos em municípios da Região Sudeste.

O treinamento é realizado todos os anos. A diferença nesta edição é que o exercício se estenderá para o continente, de acordo com o chefe da operação, o contra-almirante Edilander dos Santos.

No ano passado, a operação visava à proteção das plataformas da Bacia de Campos. Neste exercício, aumentamos a abrangência, indo até o litoral terrestre, fazendo a defesa dos portos e terminais que estão envolvidos na infra-estrutura de petróleo e gás. Vamos fazer a proteção de refinarias, gasodutos e oleodutos.

(Agência Brasil)