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Militares e juízes ocupam filial da Cemex na Venezuela contra nacionalização

Caracas, 18 ago (EFE) - Soldados da Guarda Nacional (GN, Polícia militarizada) e quatro juízes ocuparam hoje a filial venezuelana da fábrica de produção de cimento mexicana Cemex, seis horas antes (hora local) de expirar o prazo legal prévio a sua desapropriação, afirma a imprensa local. A emissora Globovisión, de Caracas, destacou que a ocupação das instalações da Cemex na cidade de Maracaibo (oeste), capital do estado de Zulia, fronteira com a Colômbia, aconteceu quando ainda não se completou o prazo até a meia-noite para chegar a um acordo de compra e venda. Além dos militares, empregados da Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e quatro juízes estão implementando a medida de desapropriação, realizando os trâmites necessários para a operação, acrescentou a emissora. Trabalhadores da empresa realizarão um ato dentro da fábrica para celebrar a nacionalização da indústria de cimento, continuou. A filial venezuelana da Cemex será desapropriada pelo Governo do presidente Hugo Chávez se até a meia-noite se mantiver o fracasso nas negociações para a compra e venda. A confirmação foi feita pelo vice-presidente da Venezuela, Ramón Carrizález, e o ministro da Energia e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez. Ainda falta a negociação com a Cemex, não foi possível chegar a um acordo com eles. O prazo expira esta noite.

EFE |

O passo seguinte é o da desapropriação", anunciou o vice-presidente, que descartou prorrogar o prazo de negociação.

Na negociação com a empresa mexicana não foi possível chegar a um acordo "pois o valor solicitado pela Cemex é muito alto, muito acima dos US$ 1,3 bilhão", disse Carrizalez.

Das pouco mais de dez milhões de toneladas métricas de cimento produzidas na Venezuela no ano passado, a Cemex forneceu cerca da metade, enquanto a francesa Lafarge e a suíça Holcim colocaram no mercado os outros 50%, praticamente partes iguais, segundo dados empresariais.

O Governo acordou hoje mesmo a compra de 89% de suas ações por US$ 552 milhões, e no da suíça, o pagamento de US$ 267 milhões por 85% do pacote acionário. EFE ar/db

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