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Militantes antiglobalização querem nacionalizar todo o crédito

Uma nacionalização de todo o crédito, não apenas dos bancos à beira da falência, seria mais eficaz que os planos de resgate como o do governo dos Estados Unidos para superar a crise financeira, segundo os militantes antiglobalização franceses.

AFP |

Enquanto os líderes europeus tentan harmonizar suas posições a respeito da crise, os militantes antiglobalização criticam o plano de resgate do setor bancário aprovado pelo Congresso americano.

"Atualmente estão nacionalizando os bancos em falência ou que estão a ponto de quebrar. A sociedade assume, portanto, as perdas", declarou à AFP o co-presidente do movimento Attac, Jean-Marie Harribey.

Depois da maior seguradora americana, a AIG, as estatizações não param na Europa: o franco-belga Dexia, do belga-holandês Fortis e o britânico Bradford & Bingley.

A Attac, que critica a falta de regulamentação financeira, reclama uma nacionalização urgente, não apenas dos bancos, mas de setores chave.

"Precisamos controlar a circulação monetária e financeira no mundo", acrescentou Harribey, para quem a nacionalização permitiria, a médio prazo, "controlar os fluxos de capitais que não têm nada a ver com a economia real, as necessidades da economia produtiva e o comércio de mercadorias".

Pierre Khalfa, do movimento Solidaires, defende a criação de polos bancários públicos europeu.

Para ele, um plano de resgate como o do secretário americano do Tesouro, Henry Paulson, corresponde a outra lógica: "fazer o contribuinte pagar pelo comportamento errático das finanças".

Estas críticas são apoiadas pelo Prêmio Nobel de Economia 2001, Joseph Stiglitz, que na quinta-feira afirmou que o plano americano é tão ineficaz como "realizar uma transfusão de sangue em massa a uma pessoa que sofre uma grave hemorragia interna".

dmc/fp

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