Roma, 12 dez (EFE).- Dezenas de milhares de trabalhadores se juntaram à greve convocada hoje pelo maior sindicato da Itália, o CGIL, e participaram das manifestações organizadas nas principais cidades do país contra as insuficientes medidas adotadas pelo Governo para enfrentar a crise global.

Apesar do mau tempo que castiga o país com fortes nevascas e chuvas, a adesão à greve foi, segundo os dados proporcionados pelo CGIL, "altíssima" e "um milhão e meio de pessoas saíram às ruas para protestar" nas 108 manifestações organizadas em toda Itália.

No entanto, para o ministro do Trabalho italiano, Maurizio Sacconi, "a adesão à greve foi baixíssima e entre os funcionários públicos se registrou apenas 7% de participação", enquanto a associação de consumidores (Confcommercio) informou que no setor só 1% dos trabalhadores se uniram ao protesto.

A greve geral foi a primeira convocada desde que a coalizão conservadora de Silvio Berlusconi subiu ao poder em abril passado.

Seu impacto foi limitado já que não contou com apoio dos outros dois maiores sindicatos italianos (CISL e UIL), que em outras ocasiões tinham se apresentado juntos a esse tipo de mobilização.

EFE ccg/rr

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