O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, reafirmou hoje, em palestra no Instituto Rio Branco para alunos do curso de aperfeiçoamento de diplomatas, sua posição oposta à do Ministério da Fazenda em relação à cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital externo destinado a aplicações em renda fixa e variável. Acho que a medida é inócua do ponto de vista dos exportadores, e isso se comprovou 24 horas depois (da implantação da medida), quando o dólar voltou ao patamar anterior, afirmou o ministro.

O principal objetivo da cobrança, segundo o governo, era o de conter a desvalorização do dólar ante o real para favorecer as exportações nacionais.

Miguel Jorge reiterou que acredita que o que vai ajudar as exportações são ações que aumentem a produtividade, a inovação e a competitividade da indústria brasileira. O ministro comentou que as exportações brasileiras de produtos básicos estão crescendo, mas disse que isso não é "uma grande catástrofe", embora reconheça que os produtos manufaturados são os que geram mais valor agregado e, consequentemente, mais emprego.

Apesar da divulgação da palestra de Miguel Jorge na sua agenda oficial, a reportagem da Agência Estado foi convidada a se retirar do auditório por assessores do Instituto Rio Branco, em pedido feito pela assessoria do ministro.

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