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Miguel Jorge: pior da crise financeira já passou

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje que, na sua avaliação e na de quase todo o mundo, o pior em relação à crise financeira internacional já teria passado. Ele afirmou que as metas da política de desenvolvimento produtivo estão mantidas.

Agência Estado |

Ele citou expressamente a meta de chegar a 2010 com investimento em 21% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, também estão garantidas as metas de exportações.

Miguel Jorge afirmou que a ajuda que o governo pretende dar às montadoras de veículos seria pelo crédito ao consumidor. "É para o consumidor. Para a produção, não acredito que seja necessário. Os investimentos estão sendo mantidos."

Segundo o ministro, um grande problema que está acontecendo, não só com a indústria automotiva, é a redução do crédito, com aumento da seletividade. "Não tem a mesma quantidade de pessoas para se tomar crédito. Isso pode criar um problema", acrescentou. Questionado se não é discutível o governo estimular o consumo em um momento em que todos estão mais cautelosos, Miguel Jorge afirmou que "parar de comprar, de produzir, aprofunda o problema". Ele citou que o mundo conseguiu sair da Grande Depressão (de 1930) pelo estímulo à economia.

Ele comentou que a indústria automotiva representa 22% do PIB e tem grande repercussão na economia por se tratar de uma cadeia produtiva longa e que envolve diversidade de materiais, como aço, plástico e vidro. Ele previu que esse ano o setor automotivo vai ter expansão de mais de 10% porque vinha crescendo a taxas de 25%. "Uma acomodação talvez seja desejável", disse sobre o setor.

O ministro afirmou ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) precisará de mais dinheiro e que ele acredita que os recursos virão. "Poderá vir do Tesouro (o dinheiro)", emendou. Ele lembrou ainda que o Banco Central anunciou ontem crédito adicional para os Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento de Contratos a Exportação (ACE). "Acreditamos que virá mais crédito para exportação", concluiu.

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