O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, rebateu as críticas ao pacote do governo de apoio à exportação. Ele disse que os empresários sabiam que o estoque acumulado de créditos fiscais não seria discutido.

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, rebateu as críticas ao pacote do governo de apoio à exportação. Ele disse que os empresários sabiam que o estoque acumulado de créditos fiscais não seria discutido. "Foi um avanço. As pessoas têm o direito de ter a memória curta e cobrar mais. É natural. Mas nos últimos anos fizemos o drawback verde e amarelo e o drawback integrado. Agora, numa situação de crise, está mais difícil exportar. As reclamações são naturalmente maiores. O estoque não foi aprovado nem no Congresso. É uma frustração do exportador? É uma frustração minha também. Gostaria muito que tivesse sido resolvido, mas não foi possível", afirmou.

O pacote prevê a devolução em até 30 dias de metade dos créditos tributários dos exportadores a partir de agora, mas não esclarece o que vai acontecer com os R$ 10 bilhões já em mãos do governo. Associações de exportadores classificaram o pacote de “calote oficial”. "Todos os exportadores sabiam desde o começo das conversas que não trabalharíamos no estoque (dos créditos), mas no fluxo. O estoque é alto e o governo não tem dinheiro para devolver tudo de uma vez. Isso vai ter de ser resolvido de alguma forma, mas interromper o fluxo já é da maior importância. Também ninguém é obrigado a aceitar. Se acham que não é bom, não façam. Se quiserem continuar mantendo seus créditos retidos, não entrem no programa", disse o ministro.

Jorge afirmou ainda que não existe invasão chinesa e que casos pontuais estão sendo combatidos com antidumping. "Temos aplicado bastante, mas não só contra a China, como também contra Suíça, EUA, Canadá", conta. Ele atribui o déficit da balança da indústria ao crescimento do País e à compra de máquinas.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.